Violência em Goiânia

Vídeo: Mulher é agredida e esganada pelo namorado até desmaiar em elevador

Câmeras registraram ataque e vítima foi arrastada em condomínio de luxo
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 26/01/2026 - 21:03
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Reprodução
Desmaiada, ela é arrastada pelos braços desde o elevador
Desmaiada, ela é arrastada pelos braços desde o elevador

Uma agressão ocorrida em fevereiro de 2025 veio à tona nesta semana após a divulgação de imagens de câmeras de segurança. O vídeo mostra uma mulher sendo agredida e esganada pelo então namorado até desmaiar em um elevador, durante uma discussão entre o casal.

As imagens registram toda a violência, incluindo o momento em que a vítima, já desacordada, é arrastada pelos braços desde o elevador, atravessando o corredor em direção ao apartamento de um condomínio de luxo. A identidade da mulher não foi divulgada.

A vítima mora em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, e estava em Goiânia quando sofreu as agressões. O suspeito é um empresário com quem ela mantinha relacionamento amoroso. Segundo o relato, o ataque ocorreu após a mulher confrontar o companheiro sobre uma suposta traição.

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Embora tenha registrado ocorrência por violência doméstica, a vítima enfrentou dificuldades no andamento do processo devido à demora de cerca de oito meses para ter acesso às imagens do circuito interno de segurança. Nesse intervalo, o agressor chegou a registrar boletim de ocorrência contra ela e a processá-la por difamação e calúnia, após a divulgação dos vídeos nas redes sociais.

Com a repercussão das imagens, divulgadas nesta quinta-feira, 22, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Goiás, que passou a acompanhar a investigação.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -- Central de Atendimento à Mulher -- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.


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