Economia
Braskem avalia recuperação judicial após prejuízo bilionário e afeta Maceió
Novo processo sancionador da CVM investiga como a companhia divulgou o passivo ambiental na capital
A Braskem, maior petroquímica da América Latina, avalia a possibilidade de entrar com pedido de proteção judicial contra credores, diante da deterioração recente de sua situação financeira. A companhia considera desde uma medida cautelar temporária até um eventual pedido de recuperação judicial, embora ainda não haja decisão final.
No resultado do quarto trimestre, a Braskem reportou prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do registrado no ano anterior, reforçando o quadro de deterioração financeira. A companhia também reconheceu, em seu balanço financeiro, a existência de “incerteza material” sobre sua capacidade de continuidade operacional. Para 2026, a empresa enfrenta vencimentos de dívida da ordem de US$ 1,5 bilhão, enquanto encerrou dezembro com cerca de US$ 2,1 bilhões em caixa.
Parte relevante dessa pressão vem do endividamento elevado, que soma R$ 51,8 bilhões — dos quais R$ 47,6 bilhões estão em moedas estrangeiras. No mercado, cresce a expectativa de que não há outro caminho para a Braskem além de um pedido de recuperação judicial.
Passivo em Maceió
O buraco no qual a Braskem se encontra foi aprofundado pela queda de preços no mercado petroquímico global. Outra parte relevante dessa deterioração está ligada ao desastre de Maceió, que, além do custo social e financeiro, que já supera R$ 7 bilhões para o caixa da companhia, ampliou as incertezas sobre seu futuro e segue pressionando o balanço.
Mesmo sete anos após a interrupção da extração de sal-gema em Maceió, o caso continua gerando desdobramentos. Um novo processo sancionador da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga como a companhia divulgou ao mercado as informações relacionadas ao passivo ambiental na região. Entre os 33 acusados estão Marcelo Odebrecht e Fernando Musa, ex-executivos da companhia.
Nos bastidores, a incerteza também envolve a possível venda da participação da Novonor na companhia. O fundo IG4 Capital ainda aguarda aprovação regulatória na Europa para concluir a aquisição, o que pode atrasar uma eventual reestruturação societária. Enquanto isso, a subsidiária mexicana Braskem Idesa negocia com credores para garantir financiamento e manter suas operações, inclusive considerando um processo de Chapter 11 nos Estados Unidos.
No resultado do quarto trimestre, a Braskem reportou prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do registrado no ano anterior, reforçando o quadro de deterioração financeira. A companhia também reconheceu, em seu balanço financeiro, a existência de “incerteza material” sobre sua capacidade de continuidade operacional. Para 2026, a empresa enfrenta vencimentos de dívida da ordem de US$ 1,5 bilhão, enquanto encerrou dezembro com cerca de US$ 2,1 bilhões em caixa.
Parte relevante dessa pressão vem do endividamento elevado, que soma R$ 51,8 bilhões — dos quais R$ 47,6 bilhões estão em moedas estrangeiras.



