Reprodução/TV Globo
Jairinho e Monique no banco dos réus
Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos, passou mal na manhã desta sexta-feira, 29, durante o julgamento no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. Ela precisou de atendimento médico após se emocionar ao ver fotos do corpo do menino exibidas na tela do plenário, enquanto o perito Luiz Carlos Leal Prestes prestava depoimento. Diante do mal-estar, a Justiça dispensou Monique do restante da sessão, e ela só retornará ao tribunal neste sábado, 30. O julgamento não foi interrompido.
Em seu depoimento, o médico legista rebateu a tese da defesa de Jairinho, que alega que as lesões fatais teriam sido causadas por manobras de massagem cardíaca no hospital. O perito afirmou categoricamente que "houve um homicídio por espancamento" e que a laceração no fígado ocorreu em vida, não tendo relação com o procedimento médico. "Essa criança foi agredida e por isso houve a hemorragia interna", declarou Prestes, que identificou 17 lesões externas no corpo da vítima, descartou acidente doméstico e definiu a morte do menino como "lenta, agônica e progressiva".
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O Ministério Público acusa o ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, pelas agressões e sustenta que Monique tinha conhecimento das violências, mas se omitiu. Ambos respondem por homicídio qualificado e tortura. Com apenas dez testemunhas ouvidas até o momento, a previsão é de que os trabalhos no Tribunal do Júri se estendam por mais uma semana até a leitura do veredicto, restando ainda as declarações do pai da vítima, Leniel Borel, os depoimentos da defesa e os interrogatórios dos réus.
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