MERCADO FINANCEIRO

Como classificação do PCC e CV como terroristas afetam bancos no Brasil?

Decisão americana aumenta fiscalização sobre o Pix e faz o dólar subir
Por Redação 29/05/2026 - 21:45
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Reprodução
EUA classificam PCC e CV como terroristas e aumentam pressão sobre o Pix e bancos brasileiros
EUA classificam PCC e CV como terroristas e aumentam pressão sobre o Pix e bancos brasileiros

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais deve provocar um forte impacto no sistema financeiro do Brasil. A medida, que passa a valer plenamente a partir de 5 de junho, amplia os instrumentos de combate financeiro de Washington, permitindo o bloqueio de recursos e sanções severas. Na prática, bancos, fintechs e cooperativas de crédito que operam em dólar serão obrigados a endurecer o rastreamento de transações para evitar punições americanas, colocando sob forte lupa o sistema Pix devido ao seu enorme volume diário de transferências instantâneas.

O novo cenário acende um alerta de "insegurança jurídica" para os investidores devido ao descompasso na legislação dos dois países: enquanto os EUA passam a tratar os grupos sob as rígidas leis de contraterrorismo, o Brasil os mantém enquadrados como facções criminosas. Especialistas apontam que o maior impacto será operacional, regulatório e reputacional, elevando o custo de se fazer negócios. Setores com alta circulação de dinheiro, como combustíveis, logística e o mercado imobiliário, enfrentarão auditorias e fiscalizações muito mais rigorosas, aumentando também a pressão por maior atuação do Coaf.

O mercado financeiro já reagiu com forte cautela à mudança de percepção de risco. Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa operava em queda de quase 1%, na casa dos 173 mil pontos, puxado principalmente pela desvalorização de ações de bancos e do varejo. No sentido inverso, o dólar comercial registrava alta de 0,54%, cotado a R$ 5,0708. Analistas apontam que o ruído institucional faz com que o investidor estrangeiro enxergue o país como um ambiente mais arriscado, o que tende a aumentar a volatilidade do câmbio e das ações no curto prazo.


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