Política

Diretores da PF entregam cargos em apoio a Andrei Rodrigues

Rodrigues foi acusado de comandar um monitoramento ilegal contra o ministro Mendonça
Agência Senado
Andrei Rodrigues durante audiência na CPI do Crime Organizado no Senado
Andrei Rodrigues durante audiência na CPI do Crime Organizado no Senado

Onze diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma nota de “total apoio” ao diretor-geral afastado Andrei Rodrigues e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada. No texto, eles também colocaram seus cargos à disposição de William Marcel Murad, que assumiu interinamente a direção-geral da corporação.

O comunicado saiu horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada. Os diretores classificaram como injustificados os ataques dirigidos à Polícia Federal no mesmo dia.

“Repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana”, afirmaram os signatários. A nota diz que acusações contra os dois delegados são “desprovidas de fundamento” e atingem a credibilidade e o compromisso institucional da corporação.

Os dirigentes também defenderam a carreira de Andrei Rodrigues, descrita como técnica, isenta e responsável. Para eles, narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais não apagam a reputação nem o percurso profissional do diretor-geral afastado.

Rodrigues, que estava no comando da PF desde 2023, foi o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para substituir Márcio Nunes de Oliveira, o último dos cinco diretores-gerais nomeados por Jair Bolsonaro (PL).

À época de sua nomeação, o órgão também passava por uma crise. Bolsonaro teve o maior número de diretores-gerais desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Foram quatro nomeados e um barrado pelo STF — Alexandre Ramagem, por suspeita de desvio de finalidade em sua nomeação.

O indicado de Lula havia atuado como coordenador de segurança do petista e também fez parte da segurança da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010.


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