NACIONAL

Fechamento de quiosques em praias do Rio divide opiniões

Por Agência Brasil 06/03/2021 - 18:25
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No primeiro sábado (6) após o decreto municipal que proíbe a abertura de quiosques, ambulantes e barraqueiros nas praias do Rio de Janeiro como forma de reduzir o fluxo de pessoas e conter a pandemia, a medida dividiu a opinião de turistas e cariocas. Alguns apoiam a restrição, outros reclamam de não ter onde comprar sequer uma água. Já os trabalhadores demonstram receio de perder o emprego.

Para muitos, a medida foi injusta ao permitir que bares e restaurantes permaneçam abertos, ainda que em horário reduzido, embora sejam ambientes fechados, mais propensos à propagação do coronavírus do que os quiosques, que funcionam ao ar livre.


“Tenho medo pelo nosso emprego se continuar fechado. A gente fica ansioso. Acho que não adianta muito. O restaurante, que é fechado, abre até às 17h. E a gente, que é ambiente aberto, fica fechado. Não faz muito sentido”, lamentou Tiago Maia, ajudante de garçom, que trabalha em um quiosque na Praia do Leme, junto a outros 22 funcionários.

Em frente aos quiosques fechados, alguns trabalhadores permaneceram cuidando do patrimônio. Entre eles, o medo de perder o emprego era grande. Alguns falaram à reportagem, mas sem se identificar totalmente.

“Não entendi eles fecharem os quiosques. O meu emprego, com certeza, vai correr risco. Porque, se o quiosque ficar fechado, não vai ter como arcarem com o meu salário”, disse um funcionário que se identificou apenas como João, de um quiosque na Avenida Niemeyer, tradicionalmente frequentado por turistas, já que oferece uma ampla vista das praias do Leblon e de Ipanema.

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