campanha presidencial
Gaspar defende castração química para estupradores durante agenda no Piauí
Candidato a vice de Flávio Bolsonaro também propôs ampliar vagas no sistema prisional
O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar, cumpriu agenda no último domingo , 13, em Teresina, onde visitou a sede do Partido Liberal e apresentou algumas das principais propostas da candidatura presidencial para o Nordeste e para a segurança pública.
Durante entrevista coletiva, o alagoano procurou afastar a visão do Nordeste como uma região dependente permanentemente de programas assistenciais. Para Gaspar, políticas de assistência continuam necessárias diante da vulnerabilidade social, mas devem caminhar ao lado da criação de oportunidades de emprego, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.
“O Nordeste é solução. Nós não podemos ter o Nordeste como problema”, afirmou. Segundo ele, o objetivo da chapa é criar condições para que a população não dependa da classe política e tenha acesso a oportunidades de trabalho e renda.
Gaspar também destacou o potencial nordestino nas áreas de energia limpa, infraestrutura e novos investimentos. Durante a passagem pelo Piauí, reuniu-se com empresários e lideranças políticas e afirmou que a região pode assumir papel importante no desenvolvimento econômico nacional.
Na segurança pública, o candidato a vice apresentou uma das propostas mais duras da chapa: a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional destinadas, segundo ele, principalmente a autores de crimes graves. Gaspar argumentou que o Brasil apresenta baixos índices de esclarecimento de homicídios e que milhares de crimes permanecem sem responsabilização.
A campanha também defende classificar integrantes de organizações como PCC e Comando Vermelho como terroristas e adotar castração química para condenados por estupro. As propostas foram apresentadas por Gaspar como parte de uma política de “tolerância zero” contra a criminalidade.
Na economia, Alfredo Gaspar afirmou ainda que um eventual governo Flávio Bolsonaro pretende revisar pontos da Reforma Tributária, reduzir subsídios, rever fundos criados pelo novo sistema e promover cortes de despesas na máquina pública. Segundo o candidato, o objetivo seria diminuir a carga tributária sobre consumidores e setores produtivos.



