INTERNACIONAL
Irã escolhe novo líder supremo para suceder Ali Khamenei, diz mídia local
Nome do novo líder supremo ainda não foi divulgado pelo regime
O Irã definiu quem será o sucessor do líder supremo Ali Khamenei, morto após um bombardeio realizado por forças dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro. A informação foi divulgada neste domingo, 8, pela imprensa estatal iraniana, embora o nome do escolhido ainda não tenha sido revelado.
A confirmação da escolha foi feita por Ahmad Alamolhoda, integrante da assembleia. De acordo com ele, o anúncio oficial depende apenas do chefe do secretariado do órgão, Hosseini Bushehri, responsável por tornar pública a decisão.
A morte de Ali Khamenei ocorreu na sexta-feira, 28 de fevereiro, durante um ataque aéreo contra alvos estratégicos em Teerã. A ofensiva também matou comandantes militares e integrantes do alto escalão do regime iraniano.
Conflito se intensifica
O confronto entre o Irã, Israel e forças dos Estados Unidos segue em escalada. Na madrugada deste domingo, 8, ataques israelenses atingiram depósitos de combustível na capital iraniana, provocando um grande incêndio e deixando quatro mortos.
Segundo agências internacionais, quatro depósitos de petróleo e um centro logístico foram atingidos. O bombardeio danificou a rede de abastecimento e provocou interrupções temporárias na distribuição de combustível na cidade.
O impacto do conflito já afeta outros países. Em Bangladesh, autoridades começaram a racionar combustível devido a dificuldades de abastecimento relacionadas à crise no Oriente Médio.
Quem foi Ali Khamenei
Nascido em 1939, na cidade de Mashhad, Ali Khamenei tornou-se líder supremo do Irã em 1989, após a morte do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini.
No sistema político iraniano, o líder supremo concentra amplos poderes sobre o Estado, incluindo controle das Forças Armadas, decisões estratégicas de política externa e autoridade para anular decisões do presidente e do Parlamento.
Durante mais de três décadas no poder, Khamenei enfrentou ondas de protestos internos, crises econômicas e tensões constantes com países ocidentais, especialmente com os Estados Unidos e Israel.



