meio ambiente
Partido aciona Supremo contra revogação do ICMS Verde em Alagoas
PP sustenta que extinção do incentivo ambiental representa retrocesso ecológicoO Partido Progressistas (PP) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para contestar a revogação do chamado ICMS Verde em Alagoas. O mecanismo foi extinto por um dispositivo da Lei estadual nº 9.440/2024 e, segundo a legenda, representava uma política pública ambiental estratégica tanto para o estado quanto para os municípios.
A iniciativa foi protocolada na forma de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7918) e distribuída ao ministro Cristiano Zanin, que atuará como relator do caso na Corte. Criado pela Lei estadual nº 5.981/1997, o ICMS Verde previa a destinação de 3% da arrecadação do ICMS aos municípios que apresentassem melhor desempenho em critérios ambientais e de sustentabilidade.
A política tinha como objetivo estimular a preservação dos recursos naturais, o desenvolvimento sustentável e a adoção de práticas ambientais no âmbito municipal. Na avaliação do Partido Progressistas, a revogação do benefício extinguiu uma política pública já consolidada e de reconhecida relevância ambiental e federativa.
O partido argumenta que a medida configura um retrocesso na proteção ao meio ambiente, além de enfraquecer instrumentos de incentivo à sustentabilidade. A legenda também sustenta que a retirada do ICMS Verde compromete a autonomia dos municípios, ao reduzir estímulos financeiros para que as prefeituras invistam em ações de conservação ambiental, gestão sustentável e melhoria de indicadores ecológicos.
Com a ADI, o PP pede que o Supremo Tribunal Federal declare a inconstitucionalidade do dispositivo que revogou o incentivo, restabelecendo o modelo de repartição do ICMS com critérios ambientais em Alagoas. O mérito da ação ainda será analisado pela Corte.



