eleições
Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno: 41% x 41%
Entre os independentes, Flavio avançou 6 pontos percentuais e venceria Lula por 32% a 27%
A terceira rodada da pesquisa Genial/Quaest de 2026 mostrou que, se a eleição fosse hoje, o senador Flavio Bolsonaro, do PL, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, empatariam na disputa de um segundo turno, com 41% das intenções de voto. Em relação a dezembro, Flavio avançou 5 pontos e Lula recuou 5 pontos percentuais.
No recorte por posicionamento político, o destaque é do grupo que se declara independente. Nesse grupo, Flavio avançou 6 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior e venceria Lula por 32% a 27%. São 36% os que dizem que não irão votar se esse cenário se confirmar.
Contra os demais pré-candidatos da oposição, Lula lidera em todos os cenários, por diferenças entre 9 pontos (contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, do PSD), e 21 pontos percentuais (contra Aldo Rebelo, da Democracia Cristã). O percentual dos que dizem que não vão votar, votarão em branco ou anularão o voto varia de 16% a 30%.
No primeiro turno, Lula leva vantagem sobre Flavio em todos os cenários, por diferenças entre 1 e 7 pontos percentuais.
Aprovação: A pesquisa mostra piora na aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença entre aprovação e desaprovação subiu de 4 para 7 pontos percentuais em relação à pesquisa de fevereiro: 51% desaprovam e 44% aprovam.
Entre as mulheres, tradicional grupo de apoio ao presidente, a desaprovação supera a aprovação pela primeira vez: 48% a 46%. Entre jovens (16 a 34 anos), a desaprovação avançou de 50% para 56%. Entre os católicos, a desaprovação vem subindo desde janeiro e é atualmente de 47%, contra 49% de aprovação. Só no Nordeste a aprovação continua em alta, avançando de 61% para 64% em relação à pesquisa anterior.
Avaliação: A avaliação geral do governo também piorou. A avaliação negativa subiu de 39% para 43% e a positiva oscilou de 33% para 31%. A diferença em relação a fevereiro dobrou: de 6 para 12 pontos percentuais. Para 47% o governo Lula está pior do que nos dois primeiros mandatos, contra 42% em fevereiro. Para 21% está melhor, para 19% está igual (já esperava que fosse bom) e 10% já esperavam que fosse ruim. Também nesse bloco os independentes se destacam: o percentual dos que consideram o atual governo pior do que os dois anteriores subiu de 43% para 51%.
A deterioração da aprovação e da avaliação tem como pano de fundo o aumento da percepção negativa das notícias sobre o governo: 47% dizem que têm visto mais notícias negativas (41% em fevereiro) e 24% mais positivas (30% na pesquisa anterior; 27% dizem que não têm visto notícias.
Economia: A percepção sobre economia, que já era negativa, também mostrou piora. Para 48% a situação piorou (43% em fevereiro), para 26% ficou do mesmo jeito (30% em fevereiro) e para 24%, melhorou – percentual igual ao das duas pesquisas anteriores. A expectativa de melhora no futuro vem caindo desde janeiro e está agora em 41%, contra 34% que esperam piora e 21% que acham que vai ficar do mesmo jeito.
Imposto de Renda: A isenção de pagamento do IR para quem ganha até R$ 5 mil teve impacto inferior ao esperado. Entre os que disseram ter sentido algum impacto na renda depois da isenção, apenas 17% dizem que a renda aumentou significativamente, e 34% que a renda aumentou, mas não muito. Entre os que ganham até 2 salários mínimos, 42% dizem não ter sentido diferença; entre 2 e 5 SM, 52% dizem o mesmo. Entre os que têm renda superior a 5 SM, o percentual é de 46%.
Características de Lula e Flavio: A pesquisa dedicou dois blocos à avaliação dos dois candidatos. O primeiro perguntou se Lula é mais ou menos moderado que o PT e se Flavio é mais ou menos moderado que sua família. Para 42%, Lula é mais moderado que seu partido, e para 43%, não. Em relação a Flavio, 48% consideram que ele não é mais moderado, e 38% que sim.
Em outro bloco, os entrevistados opinaram sobre oito atributos, entre eles liderança, moderação, sensibilidade, princípios e honestidade.
Medo: Pela primeira vez, o medo da permanência de Lula superou numericamente o temor da volta da família Bolsonaro. São 43% os que têm mais medo da reeleição do presidente e 42% os que temem a eleição de Flavio.
Preocupações: A violência permanece no topo das preocupações dos entrevistados, com 27%, e a corrupção aparece em 2º lugar, com 20%, superando os problemas sociais.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05809/2026. Foi realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro. Foram feitas 2.004 entrevistas presenciais, com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.



