política
Lira articula comando da CCJ do Senado em meio à disputa pela presidência
Senador eleito busca apoio para assumir uma das principais comissões da Casa
Eleito senador por Alagoas em outubro, Arthur Lira (PP) já articula nos bastidores de Brasília sua chegada à presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2027.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta sexta-feira, 6, o ex-presidente da Câmara é apontado por parlamentares como um dos nomes com maior possibilidade de assumir o colegiado.
A movimentação ocorre em meio à disputa pelo comando do Senado, prevista para fevereiro. Lira teria espaço tanto em uma eventual reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) quanto em uma possível eleição de Rogério Marinho (PL-RN).
No grupo de Alcolumbre, a aproximação com Lira é vista como uma oportunidade de ampliar o apoio entre senadores do PP e de outras legendas, incluindo parlamentares ligados ao bolsonarismo. O Progressistas e o União Brasil já formalizaram apoio à recondução do atual presidente do Senado.
Caso Rogério Marinho seja eleito, Lira também poderia ser contemplado com a presidência da CCJ. O ex-presidente da Câmara apoiou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, fator considerado nas articulações políticas.
Uma terceira possibilidade envolve a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Nesse cenário, a avaliação nos bastidores é de que a presidência da CCJ poderia ficar com um parlamentar de outra legenda.
A Comissão de Constituição e Justiça é uma das mais importantes do Senado, responsável por analisar a constitucionalidade de projetos e propostas legislativas, além de sabatinar indicados para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar das articulações, a definição sobre o comando da comissão dependerá das negociações políticas e da composição do Senado na próxima legislatura.



