colunista

Roberto Baia

Formado em Jornalismo pela UFAL em 1987, também é radialista. Trabalhou nos extintos Jornal de Alagoas e Tribuna de Alagoas.

Conteúdo Opinativo

Eleições 2026

12/04/2026 - 06:00
Atualização: 10/04/2026 - 20:36
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Na última segunda-feira, 6, a ex-prefeita de Arapiraca por três mandatos e ex-deputada federal Célia Rocha oficializou sua filiação ao PSDB, consolidando uma nova aliança política em Alagoas. O anúncio foi feito pelo ex-prefeito de Maceió JHC, que destacou a importância da chegada da liderança para o fortalecimento da sigla, especialmente no Agreste, onde a ex-gestora possui forte influência política.

Articulação política


A filiação ocorreu em um momento de intensa articulação política liderada por JHC, que deixou recentemente a Prefeitura de Maceió para se dedicar integralmente às articulações com foco nas eleições de 2026. Além disso, ele passou a integrar a vice-presidência nacional do PSDB, ampliando sua atuação e influência nas decisões estratégicas da legenda em nível nacional.

Trajetória política


Com uma trajetória consolidada na política alagoana, Célia Rocha reforça a presença do partido no interior e amplia a base de apoio da sigla fora da capital. Ao mesmo tempo, JHC se consolida como um dos principais nomes do cenário estadual, sendo cotado para disputar cargos majoritários como o Governo de Alagoas ou o Senado, em um contexto de reconfiguração política visando as eleições de 2026.

Caso Maria Daniela


O caso de Maria Daniela voltou ao centro do debate público após reportagem em rede nacional apresentar a versão do pai do principal suspeito, Victor Bruno. Ele negou o envolvimento do filho, descartou a ocorrência de violência sexual e afirmou que os ferimentos teriam sido provocados durante o atendimento médico. Segundo o relato, a jovem não apresentava lesões graves antes de chegar à unidade de saúde e o suspeito teria apenas prestado socorro, deixando o local por medo. A versão, no entanto, diverge dos elementos reunidos pelas investigações.

Quadro clínico


Maria Daniela foi internada em estado grave no Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, onde permaneceu por 19 dias, parte deles na UTI. De acordo com a equipe médica, a paciente apresentava sinais consistentes de violência, como sangramento, ausência de roupas íntimas, rebaixamento de consciência e múltiplas lesões pelo corpo, incluindo marcas de mordidas. Exames toxicológicos também identificaram substâncias sedativas no organismo, levantando a hipótese de ingestão anterior à internação.

Sequelas permanentes


As consequências do caso são graves e irreversíveis. A jovem apresenta comprometimentos neurológicos que afetam fala, locomoção e interação social. Avaliações médicas indicam lesões cerebrais compatíveis com possível asfixia e uso de substâncias psicoativas. Sem conseguir retomar atividades básicas, como estudar ou trabalhar, Maria Daniela enfrenta uma nova rotina marcada por limitações, enquanto o caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Foi afastado


A Justiça Federal na Paraíba determinou o afastamento cautelar, por 60 dias, do delegado-geral Gustavo Xavier do Nascimento e do agente Eudson Oliveira de Matos. A decisão, assinada no dia 30 de março pela juíza substituta Cristiane Mendonça Lage, atende a um pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e tem como objetivo preservar a integridade das investigações sobre fraudes em concursos públicos, incluindo o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, garantindo que os investigados não interfiram no andamento do processo.

Documentos falsos


De acordo com os autos, Gustavo Xavier teria usado seu cargo para favorecer familiares e pessoas próximas, por meio de direcionamento de respostas de provas, uso de terceiros para fazer exames e apresentação de documentos falsos. Entre os beneficiados estariam sua esposa, Aially Soares Tavares Pinto Xavier, que recebeu respostas do CNU 2024 e tentou fraudar concurso para delegada; seu irmão, Mércio Xavier Costa do Nascimento, que usou outra pessoa para fazer prova do Banco do Brasil; e a esposa de Eudson Matos, Anacleide Pereira Feitosa, que utilizou documento falso e terceiros para realizar prova da Polícia Científica.

Investigação


O processo também aponta indícios de vazamento de informações sigilosas sobre a operação da Polícia Federal. O colaborador Thyago José de Andrade relatou ter sido avisado com antecedência sobre diligências, permitindo destruição de provas e troca de aparelhos, o que foi confirmado pela PF via registros de chamadas e mensagens. O afastamento foi oficializado pelo governo do Estado e poderá ser prorrogado conforme o andamento das investigações, reforçando a cautela necessária para manter a lisura do processo.

Improbidade administrativa


A Justiça de Alagoas condenou o ex-prefeito de Porto Real do Colégio Aldo Ênio Borges por improbidade administrativa, após constatar o uso indevido da comunicação institucional do município. De acordo com a decisão, os canais oficiais da prefeitura, que devem servir exclusivamente ao interesse coletivo, foram utilizados de forma incompatível com sua finalidade, comprometendo a imparcialidade e a transparência exigidas na gestão pública.

Decisão judicial


Conforme apontado pelo Ministério Público, o então gestor utilizou as redes institucionais para promoção pessoal, associando sua imagem a obras e ações administrativas, em desacordo com o princípio da impessoalidade. A sentença reconheceu a existência de dolo, caracterizado pela intenção de obter vantagem política, além do descumprimento de orientações anteriores para corrigir a prática. Com base nesses elementos, a Justiça confirmou a irregularidade e determinou a condenação do ex-prefeito.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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