colunista

Roberto Baia

Formado em Jornalismo pela UFAL em 1987, também é radialista. Trabalhou nos extintos Jornal de Alagoas e Tribuna de Alagoas.

Conteúdo Opinativo

Entrega habitacional

21/03/2026 - 06:00
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O prefeito Luciano Barbosa realiza, neste sábado, 21, a entrega de 24 casas populares na comunidade Mangabeiras, com apoio do deputado federal Daniel Barbosa. As unidades serão destinadas a famílias que viviam em situação de extrema vulnerabilidade, muitas delas ligadas à coleta de materiais recicláveis no antigo lixão da cidade, marcando um avanço na política de habitação social do município.

Mais obras


Além das unidades que serão entregues, a gestão municipal segue com a construção de outras 100 moradias na mesma região, ampliando o alcance das ações habitacionais. A iniciativa integra um conjunto de investimentos que busca reduzir o déficit de moradia e garantir melhores condições de vida à população de baixa renda em Arapiraca.

Mudança estrutural


A comunidade Mangabeiras também vem passando por um processo de reestruturação, com obras de pavimentação, implantação de iluminação pública em LED e melhorias em equipamentos de educação e saúde. O projeto inclui ainda a criação de novos espaços de convivência, como biblioteca e áreas de lazer, promovendo inclusão social e desenvolvimento urbano.

Ação judicial

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, na última terça-feira, 17, uma ação civil pública contra a Prefeitura de Palmeira dos Índios, gestão da prefeita Tia Júlia, e a empresa responsável por um empreendimento instalado em território tradicional do povo Xukuru-Kariri. A medida aponta falhas no processo de implantação, como a ausência de licenciamento ambiental federal e a falta de consulta prévia à comunidade indígena.

Direitos indígenas


A procuradora da República Juliana Câmara afirma que o caso representa violação às garantias constitucionais dos povos indígenas. De acordo com ela, qualquer intervenção em terras tradicionais exige o cumprimento de normas que assegurem a participação das comunidades afetadas, além da proteção ao território e aos modos de vida do povo Xukuru-Kariri.

Medidas legais

A nova ação se relaciona com um processo já em andamento na Justiça Federal que trata da ocupação da mesma área. Apesar da ligação entre os casos, o MPF destaca que os pedidos são distintos, incluindo a anulação das licenças concedidas e a responsabilização pelos danos ambientais e sociais, com foco na reparação e na prevenção de novas irregularidades.

Situação de emergência


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional confirmou, na última quarta-feira, 18, a situação de emergência em três municípios de Alagoas afetados por eventos climáticos distintos. Delmiro Gouveia foi atingido por enxurradas após fortes chuvas, causando transtornos e prejuízos à população. Já Belo Monte e Olho d’Água das Flores enfrentam um período prolongado de estiagem, que compromete o abastecimento de água e afeta atividades essenciais.

Apoio emergencial


Com o reconhecimento federal, as prefeituras ficam aptas a solicitar recursos para ações emergenciais voltadas ao atendimento das famílias afetadas. Entre as medidas previstas estão a distribuição de cestas básicas, água potável, kits de higiene e o reforço das equipes de assistência social e defesa civil. Os pedidos devem ser feitos por meio do sistema nacional de desastres e passam por avaliação técnica antes da liberação dos recursos.

Eleições 2026


Mesmo sendo alvo de investigação, o suplente de deputado estadual Henrique Chicão (Republicanos) já se movimenta politicamente para disputar as eleições de 2026 e tentar conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas, a Casa de Tavares Bastos. A articulação nos bastidores acontece em um momento delicado para o político, já que seu nome passou a ser citado em denúncias que estão sendo analisadas por órgãos de controle.

Hospital investigado


As apurações envolvem o Hospital Carvalho Beltrão, localizado no município de Coruripe e ligado à gestão de Chicão. Denúncias encaminhadas ao Ministério Público apontam possíveis irregularidades no sistema de marcação de cirurgias da unidade. Pacientes relataram dificuldades para conseguir atendimento e também citaram atrasos frequentes na realização de procedimentos, levantando questionamentos sobre a transparência nos critérios adotados para o agendamento.

Denúncias


Além dos problemas relatados por usuários do hospital, surgiram acusações de que a estrutura da unidade estaria sendo usada com finalidade política. De acordo com denúncias apresentadas às autoridades, pessoas ligadas a grupos políticos teriam prioridade em consultas e cirurgias, ultrapassando pacientes que aguardavam na fila do sistema público de regulação. As suspeitas ampliam a pressão sobre a gestão do hospital e colocam o caso no centro do debate político às vésperas do novo ciclo eleitoral.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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