colunista

Roberto Baia

Formado em Jornalismo pela UFAL em 1987, também é radialista. Trabalhou nos extintos Jornal de Alagoas e Tribuna de Alagoas.

Conteúdo Opinativo

Audiência pública

28/03/2026 - 06:00
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A crise na assistência materna voltou a dominar os debates na Câmara Municipal de Arapiraca, durante a sessão da terça-feira, 24, com forte cobrança por uma audiência pública. O vereador Adriano Targino atribuiu ao governo estadual parte da responsabilidade pelo agravamento do problema, apontando falta de planejamento, investimentos e continuidade na política de atendimento às gestantes pelo SUS.

Atendimento limitado


Com o fechamento sucessivo de maternidades nos últimos anos, Arapiraca passou a depender exclusivamente do Hospital Regional de Arapiraca para a realização de partos. A unidade concentra a demanda de uma população superior a 240 mil habitantes e opera sob intensa sobrecarga, o que evidencia a limitação da estrutura atual diante da necessidade crescente por serviços obstétricos.

Cobrança pública


Durante a discussão, foi reforçada a necessidade de reunir representantes da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas, da gestão municipal e de unidades hospitalares para discutir soluções concretas. A proposta é pressionar o governo estadual a assumir seu papel na oferta de serviços de média e alta complexidade, ampliando leitos, reestruturando a rede e garantindo mais segurança e dignidade no atendimento às gestantes.

Cavalgada liberada


A tradicional cavalgada de Igaci foi realizada no sábado passado, 21, após decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas que autorizou o evento e suspendeu a proibição imposta pela gestão do prefeito Petrúcio Barbosa. A medida inicial da prefeitura havia sido baseada em preocupações com a segurança pública e a organização da festa, mas a Justiça entendeu que o evento poderia ocorrer, garantindo a continuidade de uma tradição profundamente enraizada na cultura local e que reúne cavaleiros, criadores e famílias de toda a região.

Repercussão negativa


A tentativa de impedir a cavalgada gerou ampla repercussão e mobilização entre moradores, lideranças comunitárias e participantes do evento. Considerada um símbolo da identidade cultural de Igaci, a festividade vai além do aspecto recreativo, sendo também um importante motor econômico para o município, impulsionando o comércio e atraindo visitantes.

A decisão da prefeitura foi alvo de críticas, especialmente pela proximidade da data da realização, o que intensificou o debate sobre os limites entre a adoção de medidas administrativas e a preservação de tradições populares consolidadas ao longo dos anos.

Disputa política


O deputado Lelo Maia teve atuação decisiva para a reversão da medida, acionando o Judiciário e defendendo a realização da cavalgada como um direito cultural da população. A liberação foi comemorada por apoiadores, que enxergam no desfecho uma vitória da tradição e da participação popular.

Mesmo com a realização do evento, o episódio acirrou o cenário político em Igaci, evidenciando divergências entre lideranças locais e reforçando como manifestações culturais podem se tornar também pontos centrais de disputa e posicionamento político no município.

Em Arapiraca


A cidade de Arapiraca se prepara para mais uma grande demonstração de religiosidade popular com a tradicional peregrinação ao Morro Santo da Massaranduba, marcada para a Sexta-Feira da Paixão, no dia 3 de abril.

A caminhada, que começa ainda de madrugada, reúne milhares de fiéis que partem da Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho em direção ao morro, percorrendo mais de seis quilômetros em um trajeto marcado por silêncio, oração e reflexão.

Ao amanhecer, o local se transforma em espaço de celebração, com ritos que recordam os últimos momentos de Jesus Cristo, reforçando o caráter espiritual e coletivo do evento.

Tradição religiosa


Mais do que uma manifestação religiosa, a peregrinação se mantém como um elo entre gerações, preservando práticas antigas do catolicismo e fortalecendo a identidade cultural do Agreste alagoano.

Famílias inteiras participam do percurso, muitas vezes motivadas por promessas ou agradecimentos, o que amplia o significado da caminhada para além do simbolismo litúrgico.

Inserida em um contexto maior de valorização da fé, a tradição também contribui para o turismo religioso local, consolidando o município como referência em celebrações que unem devoção, cultura e pertencimento comunitário.

Mistério em Craíbas


Moradores da zona rural de Craíbas estão assustados com a morte de cerca de 20 animais em condições incomuns. Os animais apresentavam marcas no pescoço e não havia sinais aparentes de sangue, deixando a comunidade apreensiva.

Criadores da região enfrentam prejuízos financeiros, pois parte do rebanho desapareceu de forma repentina, afetando diretamente a renda de famílias que dependem da criação de animais como principal fonte de sustento.

Medo na comunidade


Segundo relatos, os casos ocorreram durante a madrugada, sem qualquer movimentação estranha percebida pelos moradores. A descoberta dos animais mortos aconteceu somente pela manhã, gerando pânico e tensão entre os criadores.

Animais que sobreviveram passaram a se comportar de forma arisca, evitando retornar aos currais. O clima de incerteza tomou conta do povoado Lagoa Nova, com a população tentando proteger o que ainda resta do rebanho e buscando explicações para o episódio inexplicável.

Sem respostas


Até o momento, não houve confirmação oficial das causas das mortes. Órgãos estaduais informaram que têm conhecimento do caso, mas nenhum boletim de ocorrência foi registrado, limitando a investigação formal.

Entre os moradores, especulações sobre a atuação de animais desconhecidos ou do lendário “chupacabras” circulam, mas especialistas alertam para a falta de comprovação científica dessas hipóteses.

Enquanto isso, medidas de proteção foram adotadas, como reforço da iluminação, vigilância noturna e maior cuidado com os currais, na esperança de evitar novos prejuízos até que a situação seja esclarecida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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