Jornalista, escritor, colunista do Jornal Extra, da Gazeta de Alagoas e da Tribuna do Sertão, além de presidente do Instituto Cidadão.

Conteúdo Opinativo

Luiz Romero Farias, nome de peso para uma chapa majoritária


Poucos nomes em Alagoas conseguem reunir, ao mesmo tempo, experiência administrativa, trânsito político, credibilidade técnica e respeito do setor produtivo como o médico Luiz Romero Farias.

Ocupou funções estratégicas na administração pública, entre elas a de secretário executivo do Ministério da Saúde e secretário municipal de Saúde de Maceió, posições que lhe proporcionaram ampla experiência na gestão de grandes estruturas administrativas e no enfrentamento de desafios complexos. Em todas elas, deixou a marca da eficiência, do diálogo e da busca permanente por soluções.

A indecisão tem custo na política


A postura adotada pelo ex-prefeito JHC tem provocado desconforto entre possíveis aliados e já desperta questionamentos em setores da sociedade que acompanham o cenário eleitoral. Para muitos observadores, a demora em definir posições e estratégias transmite uma imagem de hesitação incompatível com o perfil de liderança que se espera de quem pretende disputar cargos majoritários.

Na política, o tempo tem valor estratégico. Aliados precisam de sinais claros para organizar projetos, definir espaços e construir palanques. Quando as decisões são constantemente adiadas, surgem especulações, inseguranças e dúvidas que acabam contaminando o ambiente político. O vácuo deixado pela falta de definição costuma ser rapidamente ocupado por adversários, que exploram a narrativa da indecisão para desgastar a imagem do potencial candidato.

Lula em campanha aberta


O presidente Lula percorre o país inaugurando obras, anunciando programas sociais, distribuindo benefícios e ocupando espaço permanente no noticiário. Para seus adversários, trata-se de campanha eleitoral antecipada. Para seus aliados, é apenas o exercício legítimo do mandato presidencial.

A legislação eleitoral brasileira estabelece que a propaganda eleitoral oficial só pode começar em agosto do ano da eleição. Também proíbe o pedido explícito de votos antes desse período. Entretanto, a própria legislação e a jurisprudência do TSE permitem que agentes políticos divulguem ações de governo, apresentem propostas, participem de eventos públicos e defendam projetos, desde que não haja pedido direto ou indireto de voto.

Chegaram os senadores


Arthur Lira chega à disputa carregando o peso político de quem presidiu a Câmara dos Deputados e construiu uma ampla rede de apoios entre prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Sua presença constante no interior, associada ao volume de recursos e obras destinados aos municípios ao longo dos últimos anos, consolidou uma base eleitoral robusta e difícil de ser enfrentada.

Já Alfredo Gaspar consolidou-se como uma das principais vozes da oposição em Alagoas, conquistou espaço junto ao eleitorado que busca renovação e enfrentamento aos grupos políticos tradicionais. Seu nome aparece com força nas projeções para o Senado e vem ampliando seu alcance para além da Região Metropolitana de Maceió.

Falta alguém nesta eleição


Há um nome cuja ausência vem sendo comentada nos bastidores da política alagoana: Maurício Quintella. Por decisão de foro íntimo, optou por não disputar as eleições de 2026.

Vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro de Estado, Maurício Quintella exerceu cada cargo com dedicação e compromisso com Alagoas. Sua passagem pelo Ministério dos Transportes deixou marcas importantes em obras estruturantes e investimentos que ajudaram a impulsionar o desenvolvimento do estado e de diversas regiões do país.

Conhecedor dos caminhos da administração pública e do processo legislativo, sempre cultivou uma política baseada no diálogo, na moderação e na busca de resultados concretos. Não era um político de discursos inflamados, mas de articulação, trabalho e entrega.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


Encontrou algum erro? Entre em contato