O círculo das oligarquias
Há sinais claros de que o alagoano deseja mudanças profundas em sua política. O problema é que ninguém parece disposto a abandonar voluntariamente o poder. Os nomes oferecidos ao eleitor são quase sempre os mesmos de todas as eleições. Quando um deles sai de cena, entra um filho, irmão, cônjuge ou herdeiro político. É o princípio da hereditariedade aplicado descaradamente à vida pública. Assim se mantém o círculo vicioso das oligarquias, alimentado pelo poder e pelo dinheiro. O povo deseja renovação, mas o sistema insiste em oferecer apenas continuidade.
Política pequena
O jornalista Edivaldo Junior é da nossa safra de “veteranos”, bom de texto e de combate. Por conta da campanha odiosa local, foi injustamente atacado por colegas a serviço de políticos de oposição, colocando em xeque a sua atividade profissional, a mesma que os acusadores praticam, como contratados das coligações adversárias para desconstruir reputações. É legítimo ao jornalista manter contrato de assessoria com qualquer político, como também o é escolher, votar e até anunciar seus candidatos. Isenção é para magistrado.
Poder sem contrapeso
Alexandre de Moraes tornou-se o símbolo de um Judiciário que ultrapassa limites. Decisões monocráticas, censura e investigações intermináveis alimentam desconfianças. Nenhum ministro pode se considerar maior que a Constituição que jurou defender. Combater ameaças à democracia não autoriza ameaçar as garantias democráticas. Quando o juiz concentra poderes, o devido processo perde espaço e credibilidade. O silêncio dos tribunais e do Congresso apenas fortalece esse perigoso desequilíbrio. A democracia precisa de Justiça firme, mas jamais de magistrados sem contraponto.
O Supremo no palanque
André Mendonça chegou ao STF apresentado como um ministro “terrivelmente evangélico”. A definição já revelava a perigosa mistura entre religião, política e Justiça. Agora, suas decisões e manifestações são frequentemente interpretadas sob esse viés. Ministro do Supremo não pode agir como representante de governo, igreja ou ideologia. Quando cada magistrado recebe um rótulo político, a Constituição perde centralidade. O STF precisa pacificar o país, e não funcionar como extensão dos palanques eleitorais. Justiça partidarizada deixa de inspirar respeito e passa a alimentar desconfiança.
Tem prefeito
O prefeito Rodrigo Cunha não tem se descuidado da campanha de JHC ao governo de Alagoas. Reconhece seu papel de protagonista na busca de apoios e votos, mas não abandonou a responsabilidade de administrar Maceió. Tem procurado conciliar a agenda política com a gestão da capital, acompanhando obras, serviços e demandas da população. Campanha é importante, mas a cidade não pode parar. Até agora, Rodrigo demonstra compreender bem essa diferença.
Isso não é normal
Quase três mil entidades subscreveram o manifesto liderado pela Fiesp. O documento exige transparência e uma mudança de postura dos ministros do STF. Não se trata de um protesto isolado nem de uma manifestação partidária. É o setor produtivo denunciando uma grave crise de confiança na mais alta Corte. Quando tamanha mobilização cobra explicações do Supremo, o sinal é preocupante. Os ministros precisam compreender que autoridade não significa ausência de limites. Definitivamente, isso não é normal, e o silêncio apenas agravará a crise.
Votação histórica
Arthur Lira caminha para conquistar uma votação histórica para o Senado em Alagoas. As pesquisas confirmam sua força e o colocam na liderança da disputa eleitoral. O tempo transformou o deputado em um dos políticos alagoanos de maior prestígio. Sua influência ultrapassou as INSTAGRAM fronteiras do estado e ganhou dimensão em Brasília. Presidiu a Câmara, ampliou alianças e levou recursos para inúmeros municípios. A resposta desse trabalho deverá aparecer nas urnas, com expressiva votação. Na política, como na vida, permanece uma regra antiga: quem planta, colhe.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



