O dilema de JHC
Apesar de Renan Filho reafirmar que será candidato ao governo, o processo sucessório em Alagoas não será definido enquanto JHC não decidir para onde vai. Seu silêncio sobre a disputa majoritária de 2026 trava todo processo e alimenta uma avalanche de especulações sobre eventuais candidatos ao governo e ao Senado.
O único consenso nessa batalha eleitoral que se avizinha é de que o prefeito de Maceió é um forte candidato a governador e praticamente imbatível na disputa a uma das duas vagas de senador. Mas antes de bater o martelo, JHC precisa definir sua situação partidária; se fica no PL de Bolsonaro ou se migra para um partido aliado do presidente Lula. Tem ainda a opção de se filiar ao DC, partido comandado pelo pai João Caldas.
Os próprios aliados do prefeito estão divididos entre os que defendem sua candidatura ao governo e os que advogam a disputa ao Senado na crença de que JHC não deve ficar fora do jogo majoritário, seja qual for a sua opção. Os que o querem na corrida ao governo argumentam que “o cavalo selado está oferecendo a montaria” e que o prefeito não deve perder o bonde da história. Os mais comedidos defendem uma candidatura ao Senado por oferecer menos riscos de uma derrota eleitoral, o que seria fatal para um jovem político em ascensão.
Para o ex-deputado federal João Caldas o prefeito de Maceió representa o novo na política alagoana, e mais do que nunca o eleitorado exige mudança. “No mar de corrupção em que o país naufraga o eleitor quer mudar a representação política, e no pleito de outubro próximo deve rejeitar os envolvidos nesse lamaçal”, disse à coluna o pai de JHC, presidente nacional do DC.
Dos pré-candidatos ao Senado em 2026, JHC é o que mais reúne condições favoráveis e chances reais de ganhar uma das duas vagas. Só rivaliza com o senador Renan Calheiros, candidato à reeleição, que dispõe da forte estrutura do MDB no interior, além da máquina do Estado e o apoio incondicional da Assembleia Legislativa.



