Sucessão em conta-gotas
Aos poucos as dúvidas sobre a sucessão em Alagoas começam a ser esclarecidas. Cobrado por petistas, bolsonaristas e pelo eleitorado, JHC avisa que não trocará de partido, devendo permanecer no Partido Liberal e apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A decisão de permanecer no PL e recentes movimentações nacionais sinalizam ainda que o prefeito de Maceió pode não cumprir o acordo de Brasília pelo menos em parte, devendo participar das eleições majoritárias deste ano. A dúvida é se concorrerá ao Senado ou o governo do Estado.
Se disputar uma das vagas de senador, JHC cumprirá parte do acordão e deixará Renan Filho sem adversário ao governo do Estado, garantindo seu terceiro mandato de governador. Se concorrer ao governo, provará que o acordo de Brasília nunca existiu.
As circunstâncias empurram o prefeito para disputar a sucessão estadual mesmo sob risco de uma eventual derrota para Renan Filho, o que significaria interromper seu projeto político em ascensão. Seus aliados, no entanto, garantem que o cavalo está selado e JHC não deve perder o bonde da história.
Os mais comedidos ponderam que a melhor opção para JHC é disputar o Senado com chances de vitória, podendo ainda eleger a primeira-dama Marina Candia à Câmara dos Deputados. Enquanto não decide para onde vai, o prefeito começa a cuidar da formação de chapas e alianças para a grande batalha de outubro.



