CORPO EM GELADEIRA
Adolescente segurou mãe para que namorado pudesse esfaquear, diz polícia
Homem de 22 anos desferiu 20 golpes de faca em Flávia dos Santos Carneiro
O delegado Thiago Prado, da Delegacia de Homicídios, revelou nesta quarta-feira, 6, que a adolescente de 13 anos, apreendida por envolvimento na morte da própria mãe, Flávia dos Santos Carneiro, participou de maneira ativa no crime.
Segundo o delegado, teria sido ela a responsável por imobilizar a vítima para que o seu namorado, de 22 anos (cúmplice), desferisse cerca de 20 golpes de faca na garçonete.
A menina teria segurado os braços e as pernas da mãe, aplicando um golpe de mata-leão na vítima. A arma do crime foi uma faca da cozinha. A maioria dos golpes foi na cabeça e pescoço da vítima.
Namorado deu detalhes do crime
O jovem, preso na noite de terça-feira, 5, contou à polícia que contou com a ajuda da menor para conseguir matar a sogra. Segundo ele, os três entraram em conflito dentro de casa por não aceitarem o relacionamento, resultando no crime.
“O envolvido tentou alegar legítima defesa, mas a tese cai por terra pela quantidade de golpes desferidos contra a vítima, que extrapolam qualquer limite", destacou o delegado Thiago Prado, em entrevista à TV Pajuçara.
Os envolvidos mantiveram o corpo por cinco dias na geladeira até a polícia ser avisada. Durante esse período, a filha se passou pela mãe nos aplicativos de mensagens.
Ele vai responder por feminicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores. O pai dele também foi detido por participação direta nos crimes, principalmente por ajudar a ocultar o corpo na geladeira.
Detalhes do crime e descoberta do corpo
O crime ocorreu na sexta-feira (1º), no Jacintinho, após uma discussão entre os três devido a uma mudança. A filha relatou que, durante a briga, os dois deram uma pancada na cabeça da vítima, que caiu, mas não morreu. Com a sogra no chão, o namorado a esfaqueou e depois escondeu o corpo dentro da geladeira.
O cadáver foi descoberto em Guaxuma depois que um homem desconfiou e acionou a polícia. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital e Proteção à Pessoa (DHPP).