Crise política

Presidente da Câmara posta carta de renúncia: "compare as assinaturas"

Rogério Silva diz que vai recorrer à justiça contra o prefeito pelas acusações criminosas
Por Tamara Albuquerque 01/04/2025 - 15:05
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Reprodução/Instagram
O presidente da Câmara dos Vereadores de Rio Largo, Rogério Silva (PP)
O presidente da Câmara dos Vereadores de Rio Largo, Rogério Silva (PP)

O presidente da Câmara dos Vereadores de Rio Largo, Rogério Silva (PP) postou em conta no Instagram a suposta carta de renúncia que teria levado à destituição do prefeito Carlos Gonçalves e do vice Peterson Henrique. O documento é denunciado como falso pelo prefeito e o ato de renúncia aprovado nesta segunda-feira, 31, pela Mesa Diretora da Câmara, foi entendido como golpe.

Rogério Silva afirma em nota de esclarecimento que vai recorrer à Justiça, com ações judiciais cíveis e criminais, além de representação administrativa, contra as pessoas que o estão ofendendo injustamente: " conteúdo absolutamente criminoso divulgados na internet e que ofende a minha honra". O vereador pede para que os seguidores comparem as assinaturas de Carlos Gonçalves na carta e em outro documento. 

Ele não poupou críticas ao prefeito, chamando-o de "fantoche" que não possui nenhum serviço prestado à comunidade. "Sempre residiu em outro e distante município e, somente foi eleito porque foi indicado pelo antecessor, detentor de considerável aprovação, circunstância que, inclusive o levou a se prestar ao deprimente e ridículo papel da imitação, usando, durante a campanha, as mesmíssimas vestimentas".

Demais integrantes da Mesa Diretora da Câmara silenciaram após a grande repercussão da tentativa de "golpe" para destituir Carlos Gonçalves do cargo de prefeito, ocorrida na segunda-feira,31.

A ação do ato que considerou a renúncia do prefeito e seu vice a partir de uma carta de renúncia "falsificada" foi seguida por um vexame vergonhoso onde o vereador Rogério da Silva, presidente da Casa, tentou invadir o gabinete do prefeito, na sede da prefeitura, e foi impedido.

Aconselhado por aliados e por sua assessoria jurídica, o prefeito Carlos Gonçalves, ocupou o gabinete e permaneceu no local até a manhã desta terça-feira, 1º de abril, para evitar que nova invasão ocorresse. A Polícia Militar chegou a cercar o prédio da prefeitura. 

Nesta tarde, o juiz Guilherme Bubolz Bohm concedeu liminar ao prefeito e determinou a nulidade do ato da Mesa Diretora da Câmara, determinado a recondução de Carlos Gonçalves e Peterson Henrique aos cargos.


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