Aperto no orçamento
Proximidade da Semana Santa eleva preços dos itens tradicionais da época
Pescados, mariscos e crustáceos já registram aumento no valor em mercados e feiras no pós-carnaval
O consumidor em Alagoas deve preparar o bolso para pagar mais caro o almoço tradicional da Sexta-feira Santa. Os produtos típicos dessa época, marcada pelo costume cristão de abster-se de carne, privilegiando peixes, mariscos, crustáceos e demais frutos do mar, além do cardápio vegetariano, já estão sendo comercializados com preços majorados no Mercado da Produção, feiras livres e supermercados.
A tendência é que o valor aumente ainda mais com a proximidade da data. Mas, ainda assim os comerciantes estimam aumento de 30% no consumo do pescado e similares.
A Semana Santa é comemorada este ano no período entre 29 de março (Domingo de Ramos) e 5 de abril (Domingo de Páscoa), sendo que a tradição de não comer carne é mais forte na Sexta-feira da Paixão, dia 3. A semana especial para cristãos recorda os últimos dias de Jesus Cristo antes de ele ter sido crucificado, na Sexta-feira Santa, e termina com a comemoração da sua ressurreição.
Diversos são os pratos da culinária nesse período para quem vai seguir a tradição de não se alimentar da chamada carne vermelha (gado, porco, carneiro etc). O cardápio inclui o bacalhau, moquecas, mariscos, além de acompanhamentos como arroz no coco, feijão no coco, o famoso bredo ensopado, saladas, vatapá e caruru, maxixada com camarão. Tem sabores para todos os gostos.
Preços praticados
Comprar as proteínas com antecedência é uma boa estratégia para economizar o orçamento doméstico com a culinária do período. Em Maceió, o consumidor encontra peixes mais procurados para o ensopado e moqueca a partir de R$ 45.
O sururu, que já foi a proteína mais importante para famílias pobres no estado, está sendo vendido entre R$ 45 e R$ 55, dependendo do tamanho; assim como os camarões que, além do tamanho é cobrado por espécie. Nesse caso, o quilo pode ser encontrado por valor acima R$ 100 desde já. O massunim, iguaria muito apreciada pelos alagoanos, custa em torno de R$ 30 por Kg.
O filé do siri, muito usado em fritadas, caldos e ensopados, já está nas bancas do Mercado da Produção por R$ 100 o quilo. O que significa que pode chegar ao dobro desse valor até a Semana Santa, segundo admitem os vendedores. Porém, o campeão em preço alto é o bacalhau.
O consumidor está pagando acima de R$ 150 pelo produto com qualidade intermediária. Por esse valor, o peixe aparece nas bancas e nos supermercados em postas finas, deixando o consumidor em dúvida se vale a pena investir na compra.



