PRESÍDIOS
Protocolo cria quatro níveis para presos faccionados em Alagoas; entenda
Divisão da 16ª Vara Criminal de Maceió considera a posição ocupada na estrutura das organizações
A 16ª Vara Criminal de Maceió, responsável pelas execuções penais, instituiu, na quinta-feira, 16, um protocolo para classificar presos ligados a facções nas unidades prisionais de Alagoas em quatro níveis, conforme a função atribuída a cada detento.
A divisão considera a posição ocupada na estrutura das organizações, desde presos apontados como chefes até egressos que seguem sob acompanhamento após progressão de regime ou concessão de outros benefícios na execução penal.
O protocolo também define limites para a inclusão dos custodiados nas categorias. A classificação não poderá ocorrer apenas com base em denúncia sem identificação, declaração isolada do preso ou informação sem elementos de confirmação. Os níveis foram organizados da seguinte forma:
- Nível 1 — Liderança: reúne presos apontados como responsáveis pelo comando ou pela direção de organizações criminosas.
- Nível 2 — Operador: inclui custodiados indicados como responsáveis por funções ligadas ao funcionamento das facções, como logística, disciplina, arrecadação ou repasse de ordens.
- Nível 3 — Integrante: abrange presos com elementos que indiquem vínculo atual com facções, mas sem função de comando ou atuação estratégica.
- Nível 4 — Egresso monitorado: aplica-se a pessoas que receberam progressão de regime ou outros benefícios, mas que exigem acompanhamento por indícios de manutenção ou retomada de vínculo com facções.
A medida passa a orientar a execução penal em relação a presos faccionados no estado, com base na função atribuída a cada um e nos elementos reunidos para justificar a classificação.



