INVESTIGAÇÃO
Servidor e professor de música do Ifal são presos por abuso infantil
Ação integra a Operação Face Oculta e cumpriu cinco ordens judiciais
Um servidor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e um professor de música foram presos pela Polícia Civil de Alagoas, na manhã desta quarta-feira, 22. A ação integra a Operação Face Oculta e cumpriu cinco ordens judiciais. Os alvos são investigados por estupro de vulnerável e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil.
A ofensiva contou com equipes da Core, da Polícia Científica e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit). Foram executados dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. As investigações que levaram à operação duraram cerca de dois meses.
No caso do professor, ele é acusado de abusar de uma adolescente de 14 anos. Os crimes teriam início quando a vítima possuía 11 anos. Um veículo e um celular foram apreendidos para perícia técnica.
O servidor do Ifal é investigado por abusar de uma criança de dois anos da própria família. Ele também é suspeito de armazenar e compartilhar arquivos de abuso infantil. Além disso, há indícios de prática de maus-tratos contra animais.
As provas incluem vídeos, fotografias e mensagens obtidas na investigação. Um caso partiu de denúncia anônima, enquanto o outro foi comunicado por parentes. A análise dos eletrônicos buscará identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.
Por meio de nota oficial, o Ifal informou que vai adotar todas as providências administrativas cabíveis contra o servidor, caso sejam confirmadas as denúncias.
"NOTA À IMPRENSA
Diante dos fatos divulgados pela imprensa nesta manhã (22), o Instituto Federal de Alagoas afirma que repudia qualquer forma de violência e que irá acompanhar a situação com a seriedade exigida. Em caso de confirmação do envolvimento de um servidor da instituição no ocorrido, o Ifal informa que adotará todas as providências administrativas cabíveis, em conformidade com a legislação vigente e com seus normativos internos.
O Ifal tem promovido uma cultura de integridade no serviço público. Todas as denúncias e manifestações têm recebido tratamento de acordo com sua natureza. Por envolver uma investigação em curso, não comentaremos sobre o mérito das acusações, em respeito ao trabalho das autoridades competentes e para evitar prejuízos às apurações.
O Instituto permanece à disposição para colaborar com o que for necessário e reforça seu compromisso com a ética, a integridade, o respeito aos direitos humanos e a proteção de toda a comunidade acadêmica. Esclarecemos, ainda, que o Ifal possui plano de enfrentamento e combate ao assédio, discriminação e demais violências. Para saber mais, acesse:https://www2.ifal.edu.br/acesso-a-informacao/prevencao-e-enfrentamento-do-assedio-e-da-discriminacao".



