Justiça
Acusado de matar médico e vereador por Anadia será julgado nesta quinta
Wallemberg Wanderson participou da execução de Luiz Ferreira, crime ocorrido em 2011
O réu acusado no assassinato do professor da Ufal, médico e vereador no município de Anadia, Luiz Ferreira de Souza, será realizado nesta quinta-feira, 10, a partir das 8 horas na 9ª Vara Criminal do Fórum do Barro Duro, em Maceió. Após 15 anos do crime praticado, Wallemberg Wanderson Torres da Silva será submetido a juri popular acusado como um dos executores do político de 61 anos, morto ao ser atingido por 13 tiros dentro do carro que dirigia num trecho da AL-450, perto do povoado Tapera. O assassinato ocorreu no dia 3 de setembro de 2011.
O réu chegou a permanecer alguns anos foragido.
Segundo as investigações e provas apresentadas no processo, Wallemberg teria recebido R$ 500 para cometer o crime. Ainda de acordo com os elementos reunidos pela acusação, ele teria participado de reuniões com outros integrantes do grupo nos dias que antecederam o assassinato e também no dia do crime, além de ser apontado como o responsável por dirigir o veículo utilizado na execução.
O assassinato de Luiz Ferreira teria como principal motivação uma disputa política em Anadia. Na época, após participar de uma entrevista em uma rádio de Maribondo, o vereador declarou que votaria favoravelmente à abertura de um processo de investigação contra a então prefeita Sânia Palmeira e manifestou a intenção de disputar a Prefeitura de Anadia.
De acordo com familiares e com a investigação, Luiz não possuía histórico de inimizades ou conflitos pessoais que pudessem indicar outra motivação para o crime. Seu posicionamento político teria feito com que ele passasse a ser um desafeto da então prefeita.
Além de Wallemberg, outros quatro réus já foram julgados e condenados pelo assassinato, com penas que chegaram a aproximadamente 30 anos de prisão.
O julgamento de Sânia Palmeira, apontada como mandante do crime ainda está pendente. A ex-prefeita encontra-se atualmente em prisão domiciliar. Segundo a família da vítima, uma série de recursos judiciais ao longo dos últimos 15 anos contribuiu para adiar o julgamento da acusada.



