EDUCAÇÃO

Cinco professores da Ufal estão entre cientistas mais influentes do mundo

Ranking internacional considera citações científicas e reúne pesquisadores de diferentes áreas
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Cinco professores da Ufal estão entre cientistas mais influentes do mundo
Cinco professores da Ufal estão entre cientistas mais influentes do mundo

Cinco professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estão entre os pesquisadores de maior impacto científico do mundo, segundo a edição de 2026 do levantamento internacional elaborado por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e publicado pela editora científica Elsevier. A classificação foi divulgada em 7 de outubro e considera, entre outros indicadores, as citações recebidas por trabalhos acadêmicos ao longo de 2025.

Os docentes reconhecidos são Richard Ladle, Lucas Meili, Edeildo Ferreira da Silva Júnior, Glauber Tomaz Silva e Patrícia Muniz de Medeiros. Todos já haviam aparecido na edição de 2024 e atuam em áreas que vão da conservação ambiental ao desenvolvimento de substâncias com potencial aplicação no combate a doenças.

O levantamento utiliza dados da plataforma Scopus e reúne os 100 mil cientistas mais bem classificados por indicadores de citações, além daqueles situados entre os 2% de maior destaque em suas respectivas subáreas. A metodologia leva em consideração fatores como número de citações, participação dos autores nas publicações e repercussão dos estudos no meio acadêmico.

Conheça os pesquisadores da Ufal

Richard Ladle, professor do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), é o mais bem posicionado entre os cinco docentes na classificação mundial pelo indicador composto sem autocitações, ocupando o 60.175º lugar. Britânico e integrante da Ufal desde 2011, desenvolve pesquisas sobre ecologia, biodiversidade, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Ele também coordena o Laboratório de Conservação do Século 21.

Lucas Meili, do Centro de Tecnologia (Ctec), atua nas áreas de Engenharia Química e Ambiental, com pesquisas voltadas ao tratamento de água e efluentes, à remoção de contaminantes e ao desenvolvimento de novos materiais. Ao comentar o reconhecimento, destacou que "é possível fazer ciência relevante internacionalmente a partir de Alagoas", apesar dos desafios enfrentados pelos pesquisadores.

Edeildo Ferreira da Silva Júnior desenvolve estudos em Química Medicinal, especialmente na busca por substâncias com potencial ação antiviral contra Zika, Dengue e Chikungunya. Formado academicamente na própria Ufal, o professor alcançou a 1.138ª posição entre 120.621 pesquisadores da área de Química Medicinal e Biomolecular. Para ele, o reconhecimento também pertence aos integrantes do Grupo de Pesquisa em Química Biológica e Molecular.

Glauber Tomaz Silva, professor do Instituto de Física (IF), aparece na 684ª posição entre pesquisadores da subárea de Acústica. Coordenador do Grupo de Acústica Física, ele investiga a interação entre ondas sonoras e fluidos, em estudos que podem contribuir para tecnologias de manipulação de partículas por meio de ondas acústicas.

Patrícia Muniz de Medeiros, do Centro de Engenharias e Ciências Agrárias (Ceca), pesquisa as relações entre populações humanas e recursos naturais, com atuação em Etnobotânica, Ecologia Humana e Etnoecologia. A professora, que ocupa a 371.969ª posição mundial pelo indicador composto sem autocitações, recebeu o Prêmio L'Oréal-Unesco-ABC Para Mulheres na Ciência, em 2019, e o prêmio internacional Rising Talents, em 2020.

Como funciona o ranking internacional

A edição de 2026 apresenta duas classificações distintas: uma considera o impacto das pesquisas ao longo de toda a carreira, enquanto a outra analisa as citações recebidas exclusivamente em 2025. Além de integrarem a lista anual, Richard Ladle, Glauber Tomaz Silva e Patrícia Muniz de Medeiros também aparecem no levantamento referente à trajetória científica acumulada.

A base internacional utiliza indicadores como número de citações, índice h e posição de autoria nas publicações. Embora esses dados permitam medir a repercussão dos trabalhos acadêmicos, os próprios responsáveis pelo levantamento ressaltam que as métricas possuem limitações e não devem ser interpretadas como medida absoluta da qualidade científica. A classificação completa de 2026 está disponível para consulta pública no repositório da Elsevier.


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