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Família descobre abuso infantil ao ver pergunta que criança fez a IA

Parente confessou crime contra a menina, mas Justiça concedeu liberdade
Por Redação 30/04/2026 - 19:14
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Reprodução
Mensagem enviada por criança a aplicativo de inteligência artificial ajudou família a descobrir o crime
Mensagem enviada por criança a aplicativo de inteligência artificial ajudou família a descobrir o crime

Uma família descobriu que uma criança de 12 anos era vítima de abuso sexual após encontrar uma pergunta feita por ela a um aplicativo de inteligência artificial. O caso aconteceu em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e veio à tona no sábado, 25.

Segundo a polícia, o suspeito é um homem de 23 anos, noivo da tia da vítima. Os abusos teriam começado em dezembro de 2025, durante uma viagem da família para a praia, quando a menina tinha 11 anos.

A situação foi descoberta quando familiares viram uma pergunta enviada pela criança ao aplicativo de IA. Na mensagem, ela questionava se estaria “atrapalhando o casamento da tia”.


A resposta do sistema alertava que a culpa não era da criança e que a responsabilidade de manter respeito e limites em uma relação familiar é sempre do adulto. Após encontrar a conversa com a inteligência artificial, a família também localizou mensagens enviadas pelo suspeito para a menina com conteúdo de teor sexual.

A tia da criança relatou que confrontou o homem imediatamente. Segundo ela, o suspeito tentou impedir que a situação fosse exposta. Em seguida, a vítima confirmou os abusos. A primeira frase dita por ela, segundo familiares, foi um pedido de desculpas por achar que poderia prejudicar o casamento da tia.

De acordo com o Código Penal, qualquer relação sexual com menores de 14 anos é considerada estupro de vulnerável, independentemente de consentimento. O homem chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após audiência de custódia. A decisão judicial entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva.

Na decisão, a Justiça avaliou que, apesar de haver indícios do crime, não havia sinais de que o suspeito representaria risco à ordem pública, nem possibilidade de fuga ou de interferência na investigação. Mesmo assim, o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Posteriormente, o Ministério Público informou que apresentou denúncia por estupro de vulnerável e solicitou a prisão preventiva do acusado.

A família afirma que o homem mora próximo à casa da criança e conhece a rotina dela, o que aumentou o medo após a libertação. Segundo a mãe da menina, a criança passou a evitar sair de casa e deixou de frequentar atividades normais, como ir à escola.

A delegada responsável pelo caso destacou a importância de ouvir e acreditar em relatos de crianças e adolescentes. Ela também orientou que mudanças de comportamento, falas sexualizadas ou sinais de medo podem indicar situações de violência e devem ser investigados.

Como denunciar

Casos de suspeita de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser denunciados pelos seguintes canais:

Polícia Militar: 190
Polícia Civil: 197
SAMU: 192
Disque Direitos Humanos: 100


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