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Renan vai ampliar questionamentos sobre falhas no sistema financeiro
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos diz que depoimento deve ir além do consignado
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro deverá abordar não apenas as operações de crédito consignado investigadas na CPI do INSS, mas também falhas estruturais do sistema financeiro que teriam permitido a atuação do Banco Master.
O depoimento do empresário está previsto para ocorrer em dois momentos no Senado. A oitiva na comissão parlamentar de inquérito está marcada para a próxima segunda-feira, enquanto a CAE pretende ouvi-lo no dia seguinte.
Segundo Renan, a comissão pretende aprofundar questionamentos sobre decisões tomadas antes da liquidação extrajudicial da instituição, decretada pelo Banco Central, além de analisar mecanismos de supervisão, a atuação de órgãos reguladores e possíveis lacunas que possam ter favorecido as operações investigadas.
O senador afirmou que a CAE exerce acompanhamento permanente do Sistema Financeiro Nacional e que o objetivo é contribuir para o fortalecimento dos mecanismos de controle e para o aprimoramento da legislação.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que a audiência poderá ampliar a compreensão sobre eventuais responsabilidades e também sobre falhas estruturais no mercado de crédito e na fiscalização de instituições financeiras de médio porte.
O Banco Master passou a ser investigado após a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central e a deflagração de operação da Polícia Federal que apura suspeitas de gestão temerária e formação de carteiras sem lastro.
A comissão aprovou requerimentos para que Vorcaro e ex-dirigentes da instituição prestem esclarecimentos sobre o processo de liquidação e seus impactos no sistema bancário. Mesmo com a possibilidade de o empresário exercer o direito ao silêncio, senadores avaliam que o comparecimento em mais de um colegiado aumenta a relevância política do caso.
Renan destacou que a apuração não deve se limitar à responsabilização individual, mas também buscar melhorias no arcabouço regulatório para evitar novos episódios semelhantes.



