POLÍTICA

Trump elogiou Lula durante reunião com Flávio Bolsonaro nos EUA, diz site

Conversa ocorreu na Casa Branca após encontro em Washington
Reprodução
Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump na Casa Branca, em Washington
Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump na Casa Branca, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizada na terça-feira, 26, na Casa Branca, em Washington. A informação foi divulgada pela correspondente da TV Globo nos EUA, Raquel Krähenbühl.

Segundo a jornalista, Trump repetiu comentários positivos que já havia feito publicamente sobre Lula. A conversa aconteceu em encontro reservado com Flávio Bolsonaro, que esteve acompanhado do deputado federal Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo.

Em declaração ao g1, Paulo Figueiredo confirmou que o presidente norte-americano comentou sobre Lula durante a reunião. “O presidente Trump comentou sim sobre o encontro com o presidente Lula. Elogiou o seu dinamismo, mas também fez outros comentários que prefiro manter reservados”, afirmou.

O encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro ocorreu no Salão Oval da Casa Branca. O senador publicou imagens da reunião nas redes sociais.

Durante a visita, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu ao presidente dos Estados Unidos que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.

O parlamentar também declarou que discutiu temas como segurança pública, tarifas comerciais e terras raras. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, disse Flávio. Segundo o senador, Trump respondeu que irá analisar o pedido. 

Atualmente, o governo do presidente Lula é contrário à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a medida poderia abrir espaço para ações externas no país.

Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira já prevê punições mais rígidas para organizações criminosas do que a lei antiterrorismo.


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