proteção da mulher

Aprovado projeto que permite servidora vítima de violência mudar de cidade

Proposta garante mudança de município sem prejuízo salarial
Divulgação
Lei Maria da Penha
Lei Maria da Penha

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou, em segundo turno, um projeto de lei que garante às servidoras públicas estaduais vítimas de violência doméstica e familiar o direito de solicitar transferência para outro município. A proposta, de autoria do deputado estadual Fernando Pereira, foi aprovada na sessão da última terça-feira, 27, e agora segue para sanção do governador.

Pelo texto aprovado, a servidora poderá solicitar mudança para uma unidade de trabalho localizada em outra cidade, desde que as atividades sejam compatíveis com seu cargo e função. A medida busca oferecer uma alternativa de proteção às mulheres que precisam se afastar do agressor sem comprometer o emprego, a remuneração ou a trajetória profissional.

Para solicitar a transferência, será necessário apresentar pelo menos um documento que comprove a situação de violência, como medida protetiva de urgência, boletim de ocorrência, certidão de ação penal em andamento ou sentença condenatória contra o agressor. O pedido deverá ser encaminhado ao órgão onde a servidora está lotada, com indicação do município para o qual deseja ser transferida.

A proposta estabelece prazo de até 30 dias para a efetivação da mudança. Caso não exista vaga disponível nesse período, a servidora poderá receber licença remunerada até que a transferência seja realizada. O projeto também assegura sigilo das informações apresentadas e proíbe prejuízos salariais, funcionais ou na progressão da carreira.

Na justificativa, Fernando Pereira destacou os índices de violência contra mulheres em Alagoas e citou dados da Polícia Militar que apontam 2.093 ocorrências de violência doméstica registradas até abril de 2025. Para o parlamentar, a permanência no mesmo município pode representar um risco à segurança das vítimas.

“Muitas vezes, continuar na mesma cidade significa continuar perto do agressor. Essa lei dá à mulher o direito de recomeçar em segurança, sem perder o emprego nem a carreira que construiu”, afirmou o deputado.


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