Mistério Continua
São inúmeros os rumores em torno da demissão da secretária municipal de Saúde de Teotônio Vilela, Izabelle Pereira, que é esposa de Joãozinho Pereira, primo do prefeito Peu Pereira. Na cidade, que fica localizada a 48 quilômetros de Arapiraca, fala-se, à boca miúda, da existência de um escabroso “conflito” de ordem pessoal, descartando a possibilidade de problemas de interesses políticos com o deputado estadual Fernando Pereira, que estaria insatisfeito com uma possível pré-candidatura de Izabelle à Casa Tavares Bastos.
Silêncio absoluto
Outro bochicho que ganhou as ruas é que Izabelle teria abandonado o esposo, que sofreu um grave problema de saúde e luta, com apoio de uma equipe médica, para se recuperar. A família Pereira optou pelo silêncio, o que aumentou a curiosidade sobre o verdadeiro motivo da exoneração da esposa de Joãozinho, que também não fala sobre o assunto.
Comenda Ceci Cunha
Na manhã de terça-feira, 24, a ex-prefeita de Arapiraca e ex-deputada federal Célia Rocha foi homenageada no Senado Federal, em Brasília, com a Comenda Ceci Cunha, honraria que reconhece a trajetória de mulheres que marcaram presença e protagonismo na política brasileira. A solenidade evidenciou a contribuição das lideranças femininas para a democracia, o fortalecimento institucional e a ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder, consolidando Célia Rocha como um dos símbolos dessa construção política em Alagoas e no cenário nacional.
Legado Político
A homenagem também resgatou a memória de Ceci Cunha, vereadora e deputada federal cuja trajetória se tornou referência de compromisso público, ética e dedicação às causas sociais. Ao lado de outras lideranças femininas reconhecidas nacionalmente, a comenda reforçou o papel transformador da presença das mulheres na política e sua importância na construção de uma gestão pública mais representativa, inclusiva e conectada às demandas da sociedade.
Reconhecimento público
A sessão solene reuniu autoridades políticas e institucionais, entre elas o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, o deputado federal Daniel Barbosa e a senadora Eudócia Caldas. O ato simbolizou não apenas a homenagem a Célia Rocha, mas o fortalecimento da memória política feminina em Alagoas e no Brasil, reafirmando a relevância de lideranças que transformaram a vida pública com ética, responsabilidade e compromisso social.
São Brás
O Ministério Público Federal voltou a pressionar o poder público por uma solução concreta para a obra do sistema de esgotamento sanitário do município, paralisada desde 2019. Mesmo com mais da metade da estrutura já executada, o projeto permanece abandonado, mantendo o lançamento de esgoto sem tratamento no Rio São Francisco, o que agrava riscos ambientais, compromete a saúde pública e afeta diretamente comunidades que dependem do rio para abastecimento, pesca e atividades econômicas.
Ausência de convênios
Reuniões entre órgãos estaduais, prefeitura e concessionária responsável pelo saneamento discutem caminhos para destravar o projeto, como a retomada direta da obra pelo Estado ou a incorporação do sistema ao contrato de concessão. No entanto, a ausência de convênios vigentes, falhas administrativas do passado, necessidade de novos levantamentos técnicos, atualização de licenças ambientais e indefinições jurídicas continuam impedindo qualquer avanço prático, prolongando um problema que já se arrasta há quase sete anos.
Prazo final
Diante da estagnação, o MPF estabeleceu prazo de 60 dias para inspeções técnicas, reuniões operacionais e apresentação de um cronograma oficial de retomada. A medida envolve também órgãos reguladores e jurídicos do Estado e busca forçar uma solução definitiva, evitando o desperdício de recursos públicos já investidos e impedindo que o dano ambiental ao São Francisco continue sendo tratado como um problema sem resposta efetiva do poder público.
Contrato final
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas deflagrou, na quarta-feira, 25, a Operação Contrato Final para desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em Coruripe, Maceió e São Luís do Quitunde, com cumprimento de mandados de prisão, buscas, sequestro de bens e afastamento cautelar de função pública, sob coordenação da Polícia Federal.
Esquema financeiro
As investigações apontaram um esquema estruturado baseado na criação de empresas de fachada, uso de documentos falsos e cooptação de “laranjas” para obtenção fraudulenta de empréstimos junto à Caixa Econômica Federal. Os valores eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes da organização e para empresas coligadas, caracterizando um complexo sistema de ocultação e lavagem de capitais.
Mortes suspeitas
Além das fraudes financeiras, o grupo também é investigado por um esquema envolvendo seguros de vida contratados em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade social, que morreram em circunstâncias consideradas suspeitas. Os beneficiários das apólices estariam ligados à própria organização criminosa, e os indícios mais graves, incluindo possíveis homicídios, serão apurados em investigações específicas pelos órgãos competentes.
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