Nota de repúdio
O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) tornou pública uma nota de repúdio contra a conduta adotada pelo prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino Filho, e integrantes da administração municipal durante a cobertura do velório das vítimas do grave acidente registrado na rodovia AL-220, em São José da Tapera.
Segundo a entidade, jornalistas foram submetidos a constrangimentos, intimidações e tentativas de cerceamento enquanto exerciam seu trabalho em um evento marcado por forte comoção social e grande repercussão estadual.
Entre os episódios apontados pelo sindicato está a interrupção de uma transmissão ao vivo, quando um integrante da gestão municipal colocou a mão sobre a câmera de uma emissora de televisão, insinuando que a ordem para encerrar a cobertura teria partido do prefeito.
Após o ocorrido, profissionais de imprensa também teriam sido pressionados a deixar o ginásio onde ocorria o velório, além de enfrentarem abordagens hostis por parte de assessores da prefeitura durante a apuração de informações relacionadas à situação irregular do ônibus envolvido no acidente.
Na avaliação do Sindjornal, apesar do luto vivido pelas famílias das vítimas, a tragédia ultrapassa o âmbito local e se configura como um fato de interesse público, que exige transparência e respeito à liberdade de imprensa.
A entidade reforça que o jornalismo desempenha papel constitucional essencial na fiscalização do poder público e na apuração dos fatos, e afirma que não aceitará agressões, intimidações ou qualquer tentativa de silenciamento dos profissionais de comunicação.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



