colunista

Roberto Baia

Formado em Jornalismo pela UFAL em 1987, também é radialista. Trabalhou nos extintos Jornal de Alagoas e Tribuna de Alagoas.

Conteúdo Opinativo

Parceria importante


O candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), destacou a força política do deputado federal Daniel Barbosa e do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, durante uma carreata realizada na última segunda-feira, 14, pelas ruas do município. Ao lado do candidato a vice-governador, Yale Fernandes, Renan ressaltou a importância de Arapiraca ter representação na chapa majoritária e afirmou que a parceria com Daniel e Luciano será estratégica para ampliar os investimentos na cidade.

Obras anunciadas


Durante a passagem por Arapiraca, Renan Filho anunciou ações para ampliar a infraestrutura rodoviária da região, incluindo a duplicação da AL-110, entre Arapiraca e a ligação com a BR-316, além da conclusão da rodovia entre São Sebastião e Penedo. Daniel Barbosa também defendeu a união do grupo para ampliar a chegada de recursos ao município. A carreata contou ainda com a participação do senador Renan Calheiros e reuniu apoiadores pelas ruas da cidade.

Recursos federais


Quatro municípios de Alagoas tiveram cinco projetos voltados à construção ou ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) cancelados pelo Ministério da Saúde. As propostas, que envolviam São José da Laje, Satuba, Atalaia e Viçosa, somavam R$ 1,337 milhão em investimentos. Desse montante, R$ 1,255 milhão já havia sido repassado pelo governo federal às administrações municipais.

Projetos cancelados


Os cinco projetos foram oficialmente cancelados por não atenderem aos prazos previstos nas regras do programa. A decisão foi republicada no Diário Oficial da União na sexta-feira da semana passada, 11, após a correção de informações de uma publicação anterior. Mesmo com a maior parte dos recursos já transferida, as obras não foram executadas dentro do período estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Quatro municípios


São José da Laje teve cancelada uma UBS orçada em R$ 663 mil, enquanto Satuba perdeu um projeto de R$ 408 mil, dos quais R$ 326,4 mil haviam sido repassados. Atalaia teve duas propostas de ampliação encerradas, de R$ 111,6 mil e R$ 74,7 mil. Em Viçosa, foi cancelada uma ampliação estimada em R$ 80,05 mil. Os projetos tinham como objetivo reforçar a estrutura da atenção básica e ampliar o atendimento à população.

Eleições 2026


Faltam 16 dias para o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. Em Alagoas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) intensifica os preparativos para garantir o funcionamento das seções eleitorais em todo o estado. Entre as medidas estão a preparação das urnas eletrônicas, a organização dos locais de votação, o treinamento de mesários e ações voltadas à segurança e à acessibilidade.

Preparação eleitoral


A Justiça Eleitoral também reforça a importância de os eleitores se prepararem com antecedência. Na votação, serão escolhidos deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A recomendação é anotar os números dos candidatos em uma “colinha” de papel e conferir previamente o local de votação. Em Alagoas, as urnas funcionarão das 8h às 17h no dia 4 de outubro.

Regras da votação


Na cabine eleitoral, o uso de celular, máquina fotográfica, filmadora e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto não é permitido. Para facilitar o acesso às informações e aproximar a população do processo eleitoral, o TRE-AL também realiza ações de orientação, como o projeto “Rolê com a Pilili”, que leva a urna eletrônica a espaços de circulação de pessoas para que o eleitor possa conhecer e simular a votação antes do pleito.

Penedo


Indígenas Pankararu da Comunidade Luzia, em Penedo, recorreram à Justiça para garantir um território definitivo e melhores condições de vida. MPF e DPU ajuizaram uma ação contra a União e a Funai após relatos de dificuldades no acesso à água, alimentação, saneamento e saúde. Atualmente, as famílias vivem em uma área da Fazenda Cantinho da Capela I, pertencente à Codevasf.

Território permanente


A ação pede que os indígenas não sejam retirados do local até que seja encontrada uma área adequada para o reassentamento. A proposta é manter as famílias reunidas e preservar os costumes e a organização tradicional da comunidade. O caso é acompanhado pelo MPF desde 2024, quando lideranças buscaram apoio para encontrar um território permanente.

Assistência emergencial


Enquanto a situação territorial não é resolvida, os órgãos também cobram medidas para garantir alimentação e atendimento de saúde. Entre os pedidos estão o fornecimento de cestas básicas, vacinação, visitas domiciliares e um mutirão com consultas médicas e odontológicas. Segundo MPF e DPU, um bebê indígena morreu durante o período de vulnerabilidade enfrentado pela comunidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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