POLÍTICA

Lula se reúne com Alexandre de Moraes em almoço fora da agenda em Brasília

Encontro ocorreu em janeiro, durante crise no STF envolvendo o caso Master
Por Redação 27/01/2026 - 18:32
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© Joédson Alves/ Agência Brasil
Presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF
Presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um almoço reservado com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em Brasília, durante o mês de janeiro. O encontro não foi registrado nas agendas oficiais do presidente nem do magistrado.

Segundo três fontes do governo e do Judiciário, ouvidas pela coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, os dois almoçaram a sós em meio à crise que atingiu o STF após o envolvimento de magistrados com o Banco Master.

De acordo com aliados de Lula e de Moraes, a principal pauta do encontro teria sido a segurança pública. A reunião ocorreu após a escolha do ex-procurador Wellington César Lima para o cargo de ministro da Justiça.

O almoço reservado foi o segundo encontro entre Lula e Moraes em janeiro. Na quinta-feira, 15, o presidente recebeu o ministro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e outros integrantes do governo em uma reunião ampliada no Palácio do Planalto.

Essa audiência ocorreu um dia após Alexandre de Moraes abrir, de ofício, um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam quebrado, de forma irregular, o sigilo fiscal de ministros do STF e de familiares.

Em dezembro, Lula também teve um almoço reservado com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo. O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Reportagens apontaram que tanto Toffoli quanto Moraes mantiveram relações profissionais com o Banco Master. No caso de Moraes, foi divulgado que a instituição contratou o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Segundo informações publicadas pela imprensa, o contrato firmado com o banco tinha valor global de R$ 129 milhões, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões.

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