crimes sexuais
Pastor é condenado a 11 anos por estupros de mulheres em Arapiraca
Justiça afirma que religioso se valeu da influência espiritual sobre jovens
A Justiça de Alagoas condenou o pastor evangélico S.A.L.S a 11 anos e um mês de prisão, em regime fechado, por crimes contra a dignidade sexual envolvendo três vítimas em Arapiraca. A sentença foi proferida no dia 31 de agosto pela 5ª Vara Criminal da comarca.
As informações constam em manifestação encaminhada pelo juiz Alberto de Almeida ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), em razão de um habeas corpus apresentado pela defesa do condenado.
De acordo com o processo, ele foi denunciado pelo Ministério Público por fatos ocorridos em 2020, envolvendo três vítimas diferentes. A acusação foi apresentada com base no artigo 215 do Código Penal, que trata de violação sexual mediante fraude.
Na sentença, o magistrado também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Segundo a decisão, durante o processo ficou demonstrado que o condenado teria se aproveitado de sua condição de líder religioso e da influência exercida sobre jovens que estavam sob sua orientação espiritual.
O juiz afirmou que o condenado explorou a fé e as fragilidades emocionais das vítimas para reduzir a capacidade delas de compreender ou resistir aos atos praticados.
Para o magistrado, a prisão não foi determinada apenas pela gravidade dos crimes, mas pela necessidade de proteção da coletividade e de evitar novos episódios semelhantes.
“Valendo-se de sua posição de líder religioso, praticou reiterados crimes contra a dignidade sexual em desfavor de três vítimas distintas, então jovens sob sua influência espiritual”, registrou o juiz na decisão.
A defesa recorreu ao TJAL por meio de habeas corpus. Ao prestar informações ao desembargador responsável pelo caso, o juiz de Arapiraca sustentou que continuam presentes os motivos que levaram à prisão do criminoso.



