colunista

Alari Romariz

Atuou por vários anos no Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e ganhou notoriedade ao denunciar esquemas de corrupção na folha de pagamento da casa em 1986

Conteúdo Opinativo

Eleições no Brasil


O mês de outubro foi tumultuado. Azul e vermelho lutavam no Brasil para ver quem seria o novo presidente. O atual governante fez de tudo para se reeleger. Aumentou Bolsa Família, que estava congelado desde o início do seu governo, tentou aprovar a PEC da segurança e não conseguiu. Mexeu em muita coisa tentando aprovar matérias, mesmo sem respeitar a falta de verba. O Brasil está endividado, mas o moço mostrou que poderia fazer muita coisa sem ter como pagar.

Fico pensando onde está no Brasil o chamado crime eleitoral, isto é, usar a máquina pública bem perto das eleições. O candidato da direita ficou meio perdido: mostrava os erros do oponente. Dizia em um dia que aprovava o Bolsa Família e no dia seguinte voltava atrás. Não soube explorar a situação do país, isto é, completamente endividado. O moço do PL venceu no primeiro turno e ficou de salto alto. Perdeu tempo e não se engajou na campanha. Ficou vaidoso! O petista “despertou para Jesus”.

Caiu na campanha, procurou novos companheiros e, principalmente, foi atrás do povo. Os políticos esquecem que o povo tirou Collor e elege quem quiser. Basta ser chamado e ir às ruas.

O dia da eleição foi uma loucura. Azul e vermelho lutavam por seus direitos. E o pior, o Supremo Tribunal Federal passou por cima do Tribunal Superior Eleitoral. Ninguém entende mais quais são as atribuições do STF e quais as do TSE. Virou bagunça eleitoral!

Depois das 17 horas, quando a maioria das urnas estavam fechadas, veio a ordem do STF para prorrogar as eleições. Vários estados já haviam fechado as urnas. E agora? Nunca vi um país tão perdido. Parecia um programa de humor na TV. As autoridades estaduais e municipais não sabiam o que fazer.

Moral da história: os tribunais superiores prejudicaram as eleições. O povo não sabe a quem obedecer e os ministros, perdidos, atropelam tudo.

Depois de tanta confusão, às 19 horas começou a apuração e o candidato do Partido dos Trabalhadores venceu a eleição. Resta saber no meio da confusão quem foi prejudicado. Mas como estamos tentando viver numa democracia, vamos respeitar o resultado das urnas.

E começou a perseguição: o ministro do Supremo, que já deveria estar sendo investigado, mandou a Polícia Federal tomar os passaportes do candidato do PL. Raciocinem comigo, caros leitores: vale a pena ser candidato à Presidência da República? O Collor está preso, o Lula foi preso, o Bolsonaro está preso, o Flávio fugiu para não ser preso.

Será que não existe nenhum político honesto? É só passar pela Presidência para ser preso quando sair. No momento atual, basta perder as eleições para ser perseguido. Em breve, ninguém vai querer tentar ser presidente do Brasil.

Um alerta aos brasileiros: os ânimos estão exaltados, as pessoas estão se matando e os políticos rindo de todos nós. Vamos deixar o Lula governar o país falido e aguardar os resultados futuros. 

Deus na causa!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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