colunista

Elias Fragoso

Economista, foi prof. da UFAL, Católica/BSB, Cesmac, Araguaia/GYN e Secret. de Finanças, Planej. Urbano/MCZ e Planej. do M. da. Agricultura/DF e, organizador do livro Rasgando a Cortina de Silêncios.

Conteúdo Opinativo

O espetáculo deplorável: o Brasil que os candidatos ‘esquecem’ existir

24/01/2026 - 06:00
Atualização: 23/01/2026 - 19:53
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As máquinas de propaganda já aquecem os motores para mais um ciclo eleitoral, mas o roteiro parece tragicamente repetido. O que vemos nas telas e palanques é a consolidação de uma política de entretenimento rasteiro, onde o ataque pessoal e a coreografia ideológica substituem, com requintes de crueldade, o debate sobre o que realmente dói no cotidiano do cidadão. Enquanto candidatos se digladiam em bolhas digitais por “cortes” de redes sociais, o país real segue em estado de suspensão.


O abismo entre o discurso e a prática


A pauta de costumes e a demonização do adversário servem como cortina de fumaça para esconder feridas abertas que não recebem o devido tratamento. O eleitor, exausto, assiste a uma disputa de narrativas enquanto os problemas estruturais são empurrados para debaixo do tapete.

;A exaustão da dualidade estúpida

O sentimento que ecoa nas ruas é de uma profunda desesperança. O brasileiro, sequestrado por uma dualidade estúpida numa lógica binária — que beneficia apenas as cúpulas partidárias — anula a autocrítica e petrifica o progresso, anseia pelo fim desse estado de guerra simbólica que impede a construção de um projeto de nação minimamente coeso.

Se não formos capazes de romper o feitiço dessa polarização fabricada e exigir que os problemas reais voltem ao centro do palco, as urnas não entregarão mudança, mas apenas mais dos mesmos, com uma nova data de validade. O Brasil não precisa de salvadores que apontem dedos ou de mitos ladravazes; precisa de gestores que saibam usar as mãos para reconstruir o que o ódio demoliu e e a cabeça em prol da Nação.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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