colunista

Alari Romariz

Atuou por vários anos no Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e ganhou notoriedade ao denunciar esquemas de corrupção na folha de pagamento da casa em 1986

Conteúdo Opinativo

Lá vem confusão

24/01/2026 - 06:00
Atualização: 23/01/2026 - 19:50
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Chegou o ano político. As redes sociais estão divertidas. Os candidatos se dizem homens de bem. Prometem ao povo muita coisa boa. Visitam os eleitores, cumprimentam todo mundo. É uma festa! Lembro-me de criaturas que quando se elegem não recebem ninguém. Falar com um político durante o ano é impossível.

Outro dia, eu ia chegando na Assembleia e encontrei um médico famoso, dono de um hospital, querendo falar com o presidente da Casa. Barrado na recepção, indagado insistentemente pelas recepcionistas. Quando me viu, respirou fundo e disse: “Alari, foi o presidente que me chamou”. Expliquei às meninas quem era o moço e fui levá-lo perto da presidência. Ele quase desiste de entrar.

Piores do que os políticos são os assessores. Trabalhei durante vários anos com o deputado que depois foi ser federal e hoje é candidato ao Senado. Tentei falar com ele através de um amigo e nunca consegui. Havia sempre algo a impedir. Desisti!

Sempre foi totalmente, mas no governo passado teve boa parte vendida, deixando a estatal, e parte da produção em terra, restando o pré-sal, que segue representando 82% da

Dentro da Assembleia Legislativa, para falar até com um diretor é difícil. São pessoas vaidosas que só fazem o que o chefe manda, mesmo sabendo que está errado. Elas se esquecem que tudo na vida é passageiro, só a morte é certa.

Depois de eleito, o parlamentar pensa que é Deus. Se for para a Mesa Diretora, se acham imperadores. Um deles já me disse: “Nada temo, enterrei minha mãe”. E eu indaguei: Queria que sua mãe morresse? E ele ficou calado!

Acompanho a luta dos diretores do Sindicato para conseguirem falar com o presidente. São dias de espera! O pior é que a Assembleia funciona numa casa única. Mesmo assim, é difícil.

O político, depois de eleito, se esquece da luta das eleições. Esconde-se das pessoas que votaram nele. Fica rico, com altos salários, carros novos e vira semideus. Nada reconhece!

Há diretores que só comparecem ao trabalho durante três dias na semana. Procuradores que só chegam por lá depois do expediente. Esquecem-se que se o chefe perder a eleição, eles perdem o emprego.

Estamos no ano das eleições. As redes sociais estão cheias de propaganda. Os candidatos voltam a visitar os redutos eleitorais, brigam por eleitores. A propaganda é intensa, todo mundo é bom pai, bom filho, bom irmão.

Paripueira, que era ligada aos Renans, já se virou para Arthur Lira. Ninguém sabe qual foi a vantagem. Mas, nada é de graça.

Aparecem novos candidatos, alguns são velhos conhecidos, outros surgem de repente. Figuras já conhecidas do povo, mas oferecem o que não podem dar. Ainda bem que o governo proibiu os “showmícios”. Era um carnaval!

No momento atual, é só aguentar visitas, comércios, falsas promessas. Aqui em nossa cidade foi prometida uma obra de continuação da orla até o rio Sahuaçuy e até hoje nada aconteceu.

O eleitor não pode votar em candidatos que mentem. Depois de eleitos perseguem os idosos, roubam os pobres coitados e não são punidos.

Vamos rezar para que saibamos selecionar as pessoas de bem, humildes e honestas.

Conselho da velha senhora: a arma do eleitor é o voto. É preciso saber usá-la.

Deus na causa!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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