Jornalista, escritor, colunista do Jornal Extra, da Gazeta de Alagoas e da Tribuna do Sertão, além de presidente do Instituto Cidadão.

Conteúdo Opinativo

Entidades fantasmas

10/01/2026 - 06:00
Atualização: 09/01/2026 - 18:59
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No submundo da política local, cada político costuma manter uma “entidade sem fins lucrativos” para chamar de sua e é exatamente aí que mora o perigo. Sob a fachada da filantropia, escondem-se engrenagens de captação ilegal de recursos, lavagem de dinheiro e compra disfarçada de apoio eleitoral. Milhões circulam nessas sucursais do crime institucionalizado, alimentadas por convênios nebulosos, emendas direcionadas e contratos que nunca entregam o que prometem. É a promiscuidade eleitoral escancarada, onde o assistencialismo vira moeda de troca e a miséria, instrumento de poder.

Marasmo legislativo


A pauta mais profícua da Assembleia Legislativa de Alagoas foi, sem sombra de dúvidas, a concessão de títulos honoríficos e comendas a personalidades, algumas até merecidas, outras nem tanto. Fora esse desfile de homenagens, a produção legislativa de real interesse público praticamente não deixou marcas dignas de registro. Projetos estruturantes, debates profundos sobre políticas públicas, fiscalização efetiva do Executivo e respostas concretas às demandas da sociedade ficaram em segundo plano, quando não simplesmente ignorados.

Lei inócua


Tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que obriga a instalação de desfibriladores em locais de grande circulação. A ideia, no papel, parece moderna e salvadora. Na prática, é mais uma lei que não pega. Os aparelhos vão acabar guardados em caixas, sem uso, por um motivo simples: não haverá gente capacitada para operá-los. Desfibrilador não é extintor de incêndio. Sem treinamento, protocolo e manutenção, vira peça de vitrine, ou de fotografia em inauguração.

Proposta tola e inócua.

O preço da vigilância


Após a redemocratização, a imprensa continuou como pilar da sociedade. O jornalismo investigativo de veículos como Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão tem revelado escândalos de corrupção, denúncias de desvio de recursos públicos e falhas administrativas, mostrando que o papel de vigilância do poder não é apenas histórico, mas permanente.

O jumento de Jesus


Ouvia de um experiente político a frase a seguir: “O prefeito JHC parece que está se sentindo mais importante que o jumento que carregou Jesus”. Não pense que é o único a conhecer o jogo e se der um cochilo, o cachimbo cai. Aí o interlocutor completou: “Das duas uma, falta de coragem ou muita petulância”.

A ameaça Gaspar


Hoje, os nomes apontados como favoritos para o Senado são o deputado Arthur Lira e o senador Renan Calheiros, indiscutivelmente. Porém no meio do caminho surge uma pedra, com nome, sobrenome e cacife, Alfredo Gaspar, o super relator da CPMI do INSS. O eleitorado conservador majoritariamente tende a votar com ele e se Bolsonaro avalizar, alguém vai perder uma vaga. Se cuida Renan.

Sendo exemplo


A Secom de Alagoas encerrou o ano com resultados surpreendentes, que a colocam entre as referências nacionais no processo institucional de comunicação, mesmo quando comparada a estruturas muito maiores, de estados economicamente mais robustos. Ao combinar eficiência, agilidade, inovação e respeito aos princípios éticos, a comunicação governamental alagoana conseguiu projetar o estado de forma positiva, profissional e reconhecida além de suas fronteiras.

O desempenho não é obra do acaso. Há método, estratégia e uma equipe afinada por trás desse resultado. Wendel Palhares e sua equipe demonstraram que é possível fazer comunicação pública de alto nível, com responsabilidade institucional, transparência e compromisso com a informação, mérito que merece registro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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