Viva Santo Amaro!
Paripueira está em festa! De 5 a 17 deste janeiro uma multidão aclama o padroeiro da cidade. A população cresce assustadoramente. O comércio se multiplica. Turistas aparecem. É um período vibrante!
Padre Lídio completa dez anos como pároco. A cada ano ele faz uma festa mais bonita. Transforma-se num homem diferente. Pensa nos pequenos e grandes detalhes. Convoca jovens e adultos como efetivos participantes.
A Igreja de Santo Amaro está renovada. O “santinho dourado” recebe fiéis com carinho. Os milagres se sucedem. O povo acredita no seu padroeiro e passa para os turistas a força divina que possui.
Este ano cada celebrante traz de sua cidade uma caravana enorme. As missas são concorridas e lindas. Nosso padre é arquiteto e onde põe a mão tudo se transforma. Não fosse uma comunidade pobre, mais ele faria. Os comerciantes ajudam, a Prefeitura Municipal dá sua contribuição, entretanto o trabalho religioso é intenso.
É impressionante como o povo da pequena cidade chega perto do pároco. Ele passa o ano visitando os fiéis, fazendo amigos e, nos dias festivos, com alegria vemos novos auxiliares, pessoas que ele conquistou.
Estamos comemorando dez anos de convivência com o padre Lídio. Aprendemos muito com ele. É sábio nas divergências. Esperamos que Dom Carlos Alberto o conserve por aqui mais uns anos. Ele ainda tem muito o que fazer.
Fomos o primeiro casal a recebê-lo quando ele veio para cá. Conservamos a mesma amizade até hoje. Ele sempre nos visita e nos conforta nos momentos difíceis, como foi no caso da perda de um nosso filho.
Acompanhamos de perto o seu trabalho e sempre nos colocamos prontos para colaborar com as atividades paroquiais.
Quem quiser visitar Paripueira, não deixe de procurar a Igreja de Santo Amaro, referência de nossa cidade. Vale a pena ver a transformação, a beleza que tomou conta de nosso templo.
A cidade também sofreu mudanças. Muitas ruas foram caçadas, ela está mais limpa. Só falta o prefeito olhar para o saneamento e a drenagem das águas pluviais. Ainda existem esgotos correndo pelas ruas. Há tempo para pensar no assunto.
Nosso condomínio está regularmente conservado. O que incomoda é a maneira diferente no tratamento com os moradores. A ordem é: para os amigos, tudo; para os outros, a letra fria das normas condominiais. O importante é que seja paga a taxa mensal.
E assim vamos vivendo: rezando para nosso padroeiro, administrando nossa casa, criticando o que vemos de errado, sempre pensando no próximo.
Entre a Igreja, Prefeitura e condomínio, o velho casal vive em Paripueira desde dezembro de 1997. Já fazemos parte da bela cidade litorânea. Daqui só sairemos para o céu, com a proteção de Santo Amaro.
Hoje é um dia triste para a família Romariz. Sofri uma grande perda. Faleceu minha irmã caçula, que durante alguns anos ajudou nas decorações das festas de Santo Amaro. Rezo por ela. Espero que ela encontre nossos pais e converse com eles. Que o santo da Paripueira a proteja, pedindo ao Pai celeste que a tenha em bom lugar.
Santo Amaro rogai por todos nós!
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



