colunista

Erika Braz

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Conteúdo Opinativo

Análise: CSA conquista seu 40° título Alagoano nos pênaltis

23/05/2021 - 08:11
Atualização: 23/05/2021 - 11:35
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Augusto Oliveira/Ascom CSA
Jogadores do CSA comemoram gol marcado no Rei Pelé
Jogadores do CSA comemoram gol marcado no Rei Pelé

O Azulão venceu o CRB por 4x3 nos pênaltis e consagrou-se campeão. Silvinho foi o último batedor e garantiu o título para o CSA. A partida terminou em 1x1 dentro do tempo normal com gols de Bruno Mota e Hyuri, ambos de cabeça.

O primeiro tempo se resumiu a uma palavra: precisão. No início, os azulinos tiveram dificuldades de avançar por conta da marcação. Tinham mais efetividade nas jogadas em amplitude buscando as laterais, também com muita participação de Nadson se movimentando pelo meio dando suporte ao setor ofensivo. Porém acabavam parando no último passe, onde a defesa do CRB conseguia conter a evolução das jogadas. Com isso, Bruno Mota aproveitou cobrança de escanteio e no meio de três jogadores adversários, conseguiu abrir o placar. O bom posicionamento anulou qualquer chance de defesa regatiana.

Pelo lado do Galo, inicialmente a proposta de Roberto Fernandes de trazer Diego Torres como extremo e Callyson pelo meio, não se encaixou bem. O time perdeu o poder ofensivo que o camisa 10 oferece quando joga como meia, tal qual antes mesmo do intervalo, o técnico os colocou em suas naturais funções. E sim, função. Pois Torres, quando precisava descia e Callyson, subia para estruturar a linha de três atacantes com Hyuri e Luidy. A partir da mudança, o CRB conseguiu encaixar alguns contra-ataques em velocidade, mas só em duas oportunidades teve chances reais de gol.

No 2T, as equipes voltaram com a mesma formação e aos 2 minutos os regatianos empataram, levando o jogo para decisão nos pênaltis. Situação que as equipes não queriam, no entanto, sabiam que tinha grande chance de acontecer. O resultado do tempo normal mostrou o equilíbrio das atuações dos times quando se enfrentam e assim acontece desde o início da temporada, já se vão três empates e apenas uma vitória com um placar mínimo de 1x0, onde o Azulão também saiu com o triunfo.

É fato que a decisão de hoje, não mostrou quem foi melhor jogando, mas sim, quem foi decisivo batendo e agarrando os pênaltis. Visto que nenhuma das equipes conseguiu a vantagem antes do apito final da segunda etapa. Porém os azulinos se mostraram superiores nas cobranças e a estrela que mais brilhou foi a do goleiro Thiago Rodrigues, que com muita competência defendeu os chutes de Jean Patrick e Jimenez, contribuindo com a conquista de mais um título estadual em cima do seu maior rival. O defensor foi uma peça chave nessa final e mostra que CSA está em “boas mãos”.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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