Pedro Oliveira é jornalista , escritor, colunista do Jornal Extra, Tribuna do Sertão e presidente do Instituto Cidadão.

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OPINIÃO

Prefeito Ronaldo Lopes - uma unanimidade

29/10/2023 - 06:00

ACESSIBILIDADE

Assessoria
Ronaldo Lopes
Ronaldo Lopes

Estive em Penedo esta semana, um fato chamou a minha atenção. Com minha veia de repórter curioso, gosto de fazer “pesquisas informais aleatórias” em minhas andanças. Nas ruas, em bares, feiras etc. Ouvi garis, vendedor de picolés, professores, artistas e pessoas que estavam assistindo ao Festival de Música de Penedo (FEMUPE), patrocinado pela prefeitura e Universidade Federal de Alagoas, com a praça lotada. Desisti de continuar a “pesquisa” ao chegar ao 18º entrevistado com respostas idênticas: Ronaldo Lopes. Nunca vi nada nem parecido. O reconhecimento do povo penedense ao seu prefeito tem causa e efeito. A cidade é uma explosão de cultura, atrativos e os projetos de educação, saúde e assistência social funcionam exemplarmente.

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Marcius x Ronaldo

Quando prefeito de Penedo Marcius Beltrão teve ao seu lado o vice dos sonhos. Daqueles que não atrapalham, nem torce para tomar a vaga do titular, muito pelo contrário, usou de sua larga penetração política para ajudar a administrar com recursos de várias fontes e projetos importantes. Seu nome: Ronaldo Lopes, que virou prefeito nas últimas eleições municipais e se destaca como um dos mais bem avaliados gestores do momento. O povo de Penedo não vê com aprovação uma candidatura do ex-prefeito em oposição a quem lhe ajudou, com lealdade e compromisso. Marcius, um político com futuro promissor, não deveria manchar sua trajetória se insurgindo contra o seu parceiro de tantas conquistas. Até por saber que Ronaldo Lopes é imbatível. Deveria esperar sua vez, em 2028.

O Bolsonaro argentino

Por enquanto a esquerda vai ganhando na Argentina, derrotando o Bolsonaro de lá e sai forte para o segundo turno. O aloprado Milei se parece muito com o ex-presidente brasileiro, em gestos, palavras e pensamento. Basta ver algumas de suas declarações durante a campanha, tipo “esse é um país de merda”, com planos que ameaçam a estabilidade de seu já enfraquecido país. Com a improvável eleição de Milei haveria também graves problemas nas relações com o Brasil, quando este já declarou que pretende limitar o comércio entre os dois países e chamou Lula de “comunista raivoso”.

Cada tragédia, um flash

Esta semana ocorreu mais um atentado em escola, no interior de São Paulo, onde uma estudante foi morta e outros ficaram feridos. Como das vezes anteriores, o autor entrou armado no recinto e disparou sua arma várias vezes, até que fosse dominado. Com a tragédia anunciada surgem nas redes sociais ministros, governador e autoridades policiais a lamentar o fato e anunciarem providências para cessar a violência que se repete. Após todo mundo aparecer nos jornais e televisão, tudo “volta ao normal”, aí vamos esperar pela próxima tragédia, para novos “flashes” e discursos.

Procurando um palco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), realizou a leitura do requerimento de instalação da CPI para investigar o desastre envolvendo a atuação da mineradora Braskem, afetando bairros da capital. O requerimento, apresentado por Renan Calheiros, prevê a investigação sobre “fatos relacionados aos efeitos e a responsabilidade jurídica e socioambiental da empresa decorrente do maior acidente ambiental urbano já constatado no país, o caso Pinheiro/Braskem. Até agora soa muito estranha a denúncia de Calheiros, que ficou calado cinco anos e só agora resolveu falar sobre o assunto. Há quem diga que ele está à procura de um “palco” para emergir do ostracismo que se encontra no Senado.

Conflito de interesse

Em sessão plenária do Senado, Rodrigo Cunha denunciou a possibilidade de conflito de interesses de Renan e a proposta da CPI da Braskem, tendo em vista que ele já presidiu uma das empresas do mesmo grupo empresarial, além de alegar a competência estadual ou municipal para isso. O presidente Rodrigo Pacheco recusou a questão de ordem, argumentando que casos de impedimento devem ser autodeclarados. Na verdade,
essa CPI está fadada ao “arquivamento” rápido, pela inconstância das denúncias e até falta de interesse dos parlamentares. Para Calheiros, no entanto, será uma maneira de aparecer na mídia, coisa que ele adora. Rodrigo Cunha insiste em sua denúncia e diz que vai em frente.

Mais uma do ZEMAné

Dois meses após defender uma frente Sul-Sudeste contra o Nordeste em um discurso separatista, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pediu a criação de uma espécie de “Otan” para transformar os sete estados das regiões nos “mais seguros do Brasil”. A fala ocorreu durante o encerramento do encontro do Consórcio Sul-Sudeste (Cosud), na capital paulista. Zema disse que “tendo uma Otan nossa para entrar em ação assim que for visto qualquer foco de incêndio” seria possível “transformar esses sete estados nos estados mais seguros do Brasil”.

PÍLULAS DO PEDRO

Palmeira dos Índios perdeu sua importância, histórica, cultural e administrativa. Vai perder mais.

O ódio entre os políticos alagoanos resvala para embates que só prejudicam o estado.banner

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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