Jornalista, escritor, colunista do Jornal Extra, da Gazeta de Alagoas e da Tribuna do Sertão, além de presidente do Instituto Cidadão.

Conteúdo Opinativo

Denúncia gravíssima

14/02/2026 - 06:00
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Segundo denunciou o vereador Rui Palmeira, na tribuna da Câmara, o presidente Chico Melo vai ter que responder pela nomeação de mais de 80 pessoas, provavelmente de maneira irregular, ferindo princípios da legalidade e da moralidade. Provadas as irregularidades o vereador pode ter seu mandato cassado e sofrer sanções penais. O caso será apurado pelo Ministério Público.

Limites da função


Função de vereador é propor leis, fiscalizar o prefeito, secretários e gestores da administração municipal. É papel institucional, definido na Constituição e na Lei Orgânica, não é atuação policial.

Invadir repartições, conferir almoxarifados de forma espetaculosa ou ameaçar “flanelinhas” de prisão por suposto “preço abusivo” pode render vídeo para rede social, mas não cumpre a verdadeira missão do mandato. Fiscalizar é diferente de afrontar; legislar é diferente de encenar.

Medo ou chantagem


Diante das indefinições que cercam os protagonistas da próxima eleição, consultei um dos mais experientes observadores da política alagoana sobre a razão do silêncio estratégico do prefeito JHC. A resposta veio seca, sem rodeios: “Medo, ou está sendo chantageado”.

Fim de ciclo


Ronaldo Lessa entrou para vice como São Pedro entrou no Credo. Foi um bom governador, prefeito e, no Legislativo, cumpriu seu papel com dignidade. Mas perdeu capilaridade política com o passar do tempo.

Talvez tenha chegado a hora de “pendurar as chuteiras”, para não reviver decepções como a derrota expressiva para Fernando Collor na disputa pelo Senado. Na política, saber a hora de sair também é estratégia.

Toc, toc, toc


Após o Carnaval, quando cessarem os clarins e tambores das orquestras, o som ouvido pode ser das sirenes da Polícia Federal. Nos bastidores comenta-se que a operação “Banco Master” vai aportar em Maceió.

A lista, dizem, estaria pronta e guardada a sete chaves. Envolve gente miúda e graúda. Se confirmado, o desfile será outro, menos fantasias, mais constrangimentos. Na avenida da investigação ninguém escolhe a música.

Ulysses Guimarães


A democracia, como ensinou Ulysses Guimarães, “não se improvisa”. Ela precisa de pilares firmes e entre eles, a imprensa é, sem dúvida, o mais essencial.

Em tempos de polarização e crise de confiança nas instituições, valorizar a imprensa profissional não é apenas um ato de cidadania, é um ato de preservação da própria liberdade.

O efeito Lulinha


As antigas acusações e suspeitas envolvendo Lulinha, embora nunca tenham resultado em condenação, podem sim ser exploradas politicamente para tentar atingir o presidente. Em períodos eleitorais, fatos requentados viram munição, ainda que sem desfecho judicial, e são usados para alimentar narrativas de corrupção e desgaste moral. O impacto real sobre a eleição de Lula, porém, tende a ser limitado: o eleitor que o apoia separa o pai do filho e vota na memória social de seus governos, não em dossiês reciclados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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