Pedro Oliveira é jornalista , escritor, colunista do Jornal Extra, Tribuna do Sertão e presidente do Instituto Cidadão.

Conteúdo Opinativo

OPINIÃO

Uma guerra inaceitável

22/10/2023 - 06:00

ACESSIBILIDADE

Agência Brasil/Reuters
Ataques do Hamas e respostas de Israel já fizeram milhares de mortos
Ataques do Hamas e respostas de Israel já fizeram milhares de mortos

O ataque aéreo que atingiu o hospital Ahli Arab, na cidade de Gaza, no norte da Faixa de Gaza, deixou mais de 600 entre mortos e feridos, segundo o Ministério da Saúde da Palestina. Autoridades israelenses e palestinas trocaram acusações sobre quem teria sido o responsável pela explosão do hospital. Autoridades palestinas atribuíram o ataque a Israel. Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que de acordo com “informações de inteligência” a “organização terrorista Jihad Islâmica é responsável pelo lançamento que falhou e atingiu o hospital”. Sabese uma coisa, com certeza, os culpados estão nos dois lados. É inaceitável mais esse confronto que destrói cidades inteiras e, principalmente, de forma brutal, mata crianças, jovens e famílias, sem uma justificativa plausível para tanto ódio.

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Lula sobre a ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o mandatário, a entidade não “representa aquilo para o qual foi criada” e está “longe de ter a mesma credibilidade da ONU de 1945”, quando foi instalada. “O Conselho de Segurança, que deveria ser a segurança da paz e da tranquilidade, é o que faz a guerra sem conversar com ninguém. A Rússia vai para a Ucrânia sem discutir no Conselho de Segurança. Os Estados Unidos vão para o Iraque sem discutir no Conselho de Segurança. A França e a Inglaterra vão invadir a Líbia sem passar pelo Conselho de Segurança e agora essa carnificina entre Israel e Palestina. Isso não está certo.

Escola negligente?

Um adolescente passou mal dentro da escola, com dores que resultaram em uma cirurgia de emergência em uma unidade hospitalar. A escola, contrariando qualquer regra de cuidado e proteção, colocou o estudante em um veículo por aplicativo e o mandou para ser atendido, sem ao menos um acompanhante. A família denunciou o lamentável fato, lavrando um BO em delegacia competente. Tentando justificar o injustificável, a escola publicou nota na qual declara que “a mãe do aluno autorizou que este fosse encaminhado para uma unidade de saúde”, o que não foi bem assim, pois ninguém iria imaginar que o jovem iria sozinho.

Cheiro de povo

O governador Paulo Dantas não precisou fazer qualquer treinamento, ou receber orientação no quesito “conquistar pessoas”. Líder político na região do Sertão, acostumado ao abraço e o aperto de mão, cumprimenta a todos com entusiasmo e ainda se lembra do nome das pessoas. Isso vale muito para o caboclo do interior e as lideranças municipais se sentem prestigiadas. Diferente de alguns companheiros seus, não traz o poder no bucho e é cumpridor da palavra dada e planta para o amanhã. Terá uma farta colheita.

Caça corrupto

O deputado Alfredo Gaspar tem se constituído a maior revelação da bancada alagoana no Congresso Nacional. Muito bem articulado, com experiência aprofundada nos tribunais do júri e no exercício de suas funções públicas, suas intervenções no plenário ou nas comissões são sempre pontuais e têm recebido cobertura positiva da imprensa em Brasília. É de sua autoria o Projeto de Lei que propõe mudanças importantes no Código Penal Brasileiro e na Lei 9.613, estabelecendo a imprescritibilidade dos crimes de ocultação de bens, direitos e valores que causem prejuízo ao erário, corrupção ativa ou passiva e peculato doloso. Como sempre fez em Alagoas, sua missão de “Caça Corrupto” pode lhe render muitos dividendos eleitorais.

Raspa de Tacho

Prefeitos em fim de mandato geralmente se excedem nos gastos da administração, pois sabem que após deixarem os cargos acabam as mordomias e o dinheiro fácil. Compras superfaturadas, abuso nas dispensas de licitação, fraudes em contratações e outros artifícios nada republicanos. De olho nessas práticas, a CGU, TCU, com o apoio da Polícia Federal, começam a “desenhar” uma ampla operação que já tem até nome – “Raspa de Tacho”, em referência aos assaltos aos cofres das prefeituras.

Beber o sangue

Entre os opositores do prefeito JHC já não há mais dúvida de sua invencibilidade, em busca da reeleição. A preocupação agora recai em quem vai para o “sacrifício”, desde que não sofra desgaste de imagem e também não tenha uma derrota desastrosa, em número de votos, o que pode acontecer. Sem nenhuma chance de vitória, os adversários do prefeito, sob o comando do bruxo “Ravengar”, partem para o desespero e apostam em denúncias que possam inviabilizar os planos para 2024 e também 2026. A ordem é ataque balístico a cada movimentação, denuncismo e criação de fatos negativos. Com um agravante, o grupo conta com tentáculos em órgãos de controle externo. A ordem é “beber o sangue”.

PÍLULAS DO PEDRO

O procurador-geral agiu com tanta pressa e colocou tanta gente para “estudar” o caso do Hospital de Maceió, que parece até aliado do Senador Renan Calheiros.

E a CPI da Braskem está assustando políticos que receberam propinas e vão ser revelados em números e nomes. Foi um tiro no pé.banner

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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