Ele se acha
O prefeito de Maceió parece se ver como um “ungido por Deus”. Vive de festas, de holofotes, de redes sociais e de “salamaleques”, como se a administração pública fosse um palco permanente e o povo, mera plateia. Não gosta da imprensa, porque a imprensa pergunta, cobra e expõe. Não gosta de animais, talvez porque eles não se deixam domesticar pelo marketing.
Já vi outros assim. Convencidos de que são intocáveis, blindados, eternos. A história é implacável com os que confundem poder com missão divina e vaidade com liderança. O tempo cobra, a realidade desmascara, e a soberba sempre encontra seu preço. Fica o aviso: cavalo manco tropeça e cai. E, quando cai, não há santo, marketing ou rede social que o levante.
Não vote
Comparecer às urnas é obrigatório. Votar, não. O ato de não votar, de anular ou deixar em branco, é a expressão clara de que nenhuma das candidaturas o convence, o representa ou merece sua confiança. É um gesto político, ético e consciente.
Não vote em quem já o enganou. Não vote em quem poderá enganá-lo. Não vote em quem não passou pelo crivo da sua consciência. Exercer a cidadania também é dizer “não”. Às vezes, o voto mais digno é a recusa.
Os mesmos, dos mesmos
As eleições em Alagoas se aproximam (outubro) e, pelos nomes que já estão em evidência, o eleitor alagoano pouco terá a escolher. Quando não são as mesmas figuras, são os mesmos sobrenomes. Muda a fotografia, mas o retrato do poder continua igual.
A previsão, portanto, é de mais quatro anos de repetição: os mesmos grupos, as mesmas práticas, as mesmas mazelas, os mesmos pecados e, não raras vezes, os mesmos crimes. No fim da linha, como sempre, quem paga a conta e perde é o povo.
Fundão imoral
Um país com fome, com sede e doente não pode se dar ao luxo de gastar R$ 4,9 bilhões com a farra das eleições, distribuídos aos partidos pelo chamado Fundo Eleitoral, um escárnio institucionalizado.
Só para citar alguns números: o PL ficará com 17,8%, o PT com 12,10%, o União Brasil com 10,8%. Se confirmada a federação PP/União Brasil, juntos abocanharão cerca de R$ 953 milhões.
É um crime moral contra a nação, um roubo escancarado, uma afronta direta a um povo que falta pão, remédio e dignidade.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



