Entrevista magna 4- Tania de Maya Pedrosa, a diva da arte Naif nacional
Já tinha acompanhado Tania pela imprensa, até que um dia, em circunstâncias privadas, ela precisou de meus serviços profissionais. Inteligência afiada, ela faz comentários sobre a proibição de choro a qualquer pessoa da família, diante do pai que se ultimava. Sofrida, ela não deixa passar sem o sarcasmo de boa escorpiã que é. Nascida em outubro de 1933 e mãe de dois meninos, Maurício e Sergio.
Tania já nasceu insólita. Tinha como assistente de vigilância de estudo dos meninos um papagaio que aprendeu tudo. Aos meninos, o papagaio perguntava: - você já estudou né fulano?. Ou então autoritariamente determinava “Sergio, vá estudar! Mauricio, vá estudar!”. Quando os meninos chegavam dos “embalos de sábado à noite”, o papagaio gritava de madrugada “a essa hora” ou “isso são horas”. Não era uma pergunta e sim uma frase afirmativa, peremptória. Ao menos disposto o papagaio era incisivo. E abria as asas, arrepiado, estridente. Vigilância em último grau, prometendo censura severa se não se cumprisse o determinado.

Então já estávamos mais próximos da virada de século e ela já voltara a morar em Alagoas, depois de sua estadia por anos no Rio de Janeiro e suas constantes peregrinações na Europa, sobretudo França, Espanha e Suíça onde se hospedava em hotéis e na casa de amigos fraternos. De início, ia aprimorar seus conhecimentos e fazer cursos de arte como no Museu del Prado e Reina Sofia recebida por suas amigas curadoras desses museus. Frequentava exposições, museus e tudo o mais que se relaciona ao espectro das artes, do clássico a art brut. Dessa experiência, ela se projetou para o mundo com sua arte naif (popular).
Em que pese a educação rigorosa dada por sua mãe Benita Mathilde, pianista clássica, Tania foi dissidente da aristocracia originária. Em 1956, casaram-se Tania de Maya Pedrosa e Napoleão Moreira. E se amaram apaixonadamente enquanto durou. Estiveram casados até o final dos anos 1960. Universitária, estudava Letras com a desaprovação do seu marido ciumento. Levada a morar na Usina João de Deus, do seu sogro Coronel José Octávio Moreira, viu-se obrigada a abandonar os estudos. Naquela época, as estradas erram de terra, sem asfalto. A viagem era longa e ela não largaria os filhos na Usina. De lá foram morar no Rio de Janeiro e depois em Maceió. Separada do marido e viúva logo em seguida, libertou-se das amarras e enfrentou novamente o vestibular na década de 1970, formando-se em direito. Por dois anos, foi contemporânea do seu filho Sergio no curso de direito.
Não podemos sair desse encontro sem resvalar para a cultura. Era a hospitaleira de Ledo Ivo, o poeta de ‘Confissões de um poeta” e “Ninho de cobras” e Aurélio Buarque de Holanda, o do dicionário, quando retornavam a Maceió. Ledo exigia comer sururu de capote logo no café da manhã – costume da sua casa paterna e de mutas outras daqui e Aurélio, aqui ficou famoso pelo estrondoso choro na Academia de Letras, quando veio lançar seu dicionário em 1975. Alagoas nunca tinha saído de dentro dos dois. Lêdo teve como pátria insular de sua poesia, a cidade de Maceió: o plenilúnio da Pajuçara, os currais de peixe e o cheiro de coisa velha dos armazéns. E Aurélio colecionava palavras, como colecionava conchas no mar de Passo de Camaragibe, onde nascera. Vendera 8 milhões de exemplares do dicionário, agora com epônimo Aurélio na primeira edição.
Tania bem-nascida na elite alagoana, casou-se com um membro da açucarocracia alagoana, em que pese a desconfiança de seus pais pela militância política de Napoleão. Contudo, preponderou a paixão avassaladora e o fato de seu avô materno, Alfredo de Maya, ser o compadre Maya de sogro José Octávio.

Tania era um vulcão. Ela foi dirigida pelas origens e pela mãe para a cultura erudita, mas o que amou foi a cultura popular, a quem dedicou uma vida inteira, até que logrado o reconhecimento internacional, a província teve que adotar, sendo das últimas honrarias a de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Alagoas, mas ela considera igualmente significativa, para ela, a da Câmara Municipal de Capela, com o título de Cidadã Honorária daquela cidade.
ARTE NAIF (POPULAR) X ARTE DE ESTÉTICA RENASCENTISTA
Com o lançamento na recente Bienal do livro Arte Popular de Alagoas: dos originais a novas travessias culturais, tive a oportunidade de entrevistar e conhecer a coleção de arte popular e naif Tania Pedrosa, como colecionadora e pintora premiada pelo mundo inteiro. Ante minha curiosidade, seu filho Sergio Moreira, proporcionou-me uma entrevista com a artista.
Eu que sou apaixonado pela estética expressionista de Pierre Chalita (1930/2010), me vi em contato com uma estudiosa e apaixonada especialista da mesma estética, em sua galeria Lenach de São Paulo, conhecedora no mesmo patamar da obra naif de Tania.
A análise de ROSANA CARNIELLI (SP) sócia diretora da Galeria Lenach, SOBRE AS ESTÉTICAS NAIF (POPULAR) E ESTÉTICA de arte plástica acadêmica.
Para Rosana Carnielli, da Galeria Lenach de Artes e Antiguidades (SP), instada a se pronunciar sobre a obra de Tania de Maya Pedrosa, sua resposta foi imediata:
“Falar de Tania de Maya Pedrosa é falar da Bíblia da arte naïf nacional em todos os aspectos da manifestação popular.”
Ela continuou:
“Que sorte termos Tania ainda ativa nas curadorias que realiza, e que privilégio testemunhar essa celebração que faz da sua Alagoas e do Nordeste um berço da arte popular. Tania é artista e professora.
Enquanto você, João, admira seu trabalho mas não expressa tanto afeto pelo naïf, eu sou completamente apaixonada. Para mim, o naïf é a forma mais pura de compreender e preservar a arte popular.
O que a arte naïf — arte ingênua ou arte popular — consegue traduzir para uma tela, um painel ou um mural visto em bienais e museus é o resultado da luta humana preservada em sua essência mais verdadeira.
Tania não trabalha o consciente: ela mergulha no inconsciente o tempo todo.
Talvez você, João, não ame o naïf porque, circunscrito aos rigores de uma sala cirúrgica, nunca teve a oportunidade de ver o artista popular em sua criação mais primitiva, mais intuitiva.
Mas essa ideia não pode ser atribuída ao articulista, que vem da área rural — do Engenho Cambuí, em Junqueiro (AL). Ele viveu entre todos esses personagens que construíram a ‘civilização’ dos antigos engenhos de açúcar.
Afinal, foi justamente através dos engenhos que a civilização chegou ao Brasil.
Prossegue a especialista Carnielli:
“O fato de Tania pintar cenas tipicamente nordestinas — ou melhor, alagoanas — com personagens como Padre Cícero e Lampião, já merece profundo respeito. O diálogo que ela estabelece com essa cultura de crenças e desse povo fervoroso é verdadeiro, e ela consegue transportar tudo isso para a tela com uma beleza singular.
Eu amo o que ela faz. E o faz lindamente.
A profusão de cores que ela vivencia é um hino à alegria de estar no mundo, uma celebração de momentos vividos com a simplicidade e a felicidade que a vida lhe deu.
Arte é isso.
A capacidade de transportar você para dentro da tela.
É isso que sinto: alegria.
A arte naïf é um convite — exige que você se permita entrar nela para compreendê-la e admirá-la.
E quando você me pede um paralelo entre a arte clássica de Michelangelo e a arte naïf, eu diria que são mundos distintos. Poderíamos até traçar comparações com Leonardo da Vinci, Dalí, Picasso, Pierre Chalita ou Fernando Lopes — mas, enquanto o primeiro busca a perfeição transcendental, a arte ideal baseada num treinamento quase militar, sustentada por estudos anatômicos exaustivos, cálculos rigorosos de perspectiva, volume, ordem, proporção, luz e sombra…**
…a arte naïf caminha por outro terreno.
Um terreno da liberdade, da intuição, da memória afetiva e da expressão despojada.
A EXPLICAÇÃO DA OBRA DE TANIA PELO FILHO ESCUDEIRO SERGIO MOREIRA
Sergio Moreira, filho mais novo de Tania, nos governos de Itamar Franco e FHC, presidiu a CHESF durante a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, e foi presidente nacional do SEBRAE, Superintendente da SUDENE e Secretário Executivo e Ministro interino do Meio Ambiente, costuma dizer: “minha mãe, na verdade, não rompeu com a aristocracia e a burguesia de onde veio. Apenas tornou-se uma dissidente, embora sempre respeitada pela sua forte personalidade e pelo seu enorme talento criativo. No dizer de Bruno Cezar Cavalcanti, usou da sua força e do seu prestígio para estabelecer ‘pontes‘ que promoveram a convivência criativa das mais diferentes e até antagônicas ‘tribos’ de todas as idades, cores, orientação sexual, riqueza ou pobreza”.
Prosseguindo, Sergio Moreira assinala: “ela vai do erudito ao iletrado, da aristocracia aos mais pobres, dos religiosos aos ateus, velhos e novos, clássicos e Naifs. Não foi fácil convencer aos mais abastados que as cadeiras retorcidas da Ilha do Ferro ou o barro esculpido em Capela e Muquém são arte popular de alcance global por sua qualidade e originalidade.
Através do zap, Sergio Moreira, que adora a mãe, e a protege e a acompanha na labilidade dos seus 92 anos, é presença contínua e contumaz, seja à distância, seja amiúde monitorando-a com sua presença diuturna através dos cuidadores antigos de confiança plena. Sergio esteve na COP 30 e Tania desejou estar lá, mas não o fez, pois conhece seus limites físicos em sua lucidez. E Tania se sente amada e protegida. “Meu primogênito Maurício está em Milagres (AL) e se derramou em presença, mas evito importuná-lo. Ele me visita quando vem a Maceió e sempre me presenteia com a arte que eu amo”.
Sergio que vibra com cada menção elogiosa à Tania, continuou num depoimento sincero sem panegíricos, sobre a arte Naif da mãe, que coincidiu com a especialista Rosana Carnielli, administradora da galeria Lenach (SP) e especialista exímia em artes plásticas, ao definir arte naif e arte erudita, colocando-as cada uma no seu nicho. Disse Rosana, “A arte Naif é original, sem deformações, a partir do intuitivo e da vivência de cada artista, enquanto a arte erudita seria a arte ideal porque buscava a perfeição. Falar em Tania de Maya Pedrosa no Brasil é invocar a arte Naif em todo seu apogeu”.
Prossegue Sergio: “Hoje, décadas de pregação e catequese decorridas, por méritos de muitos e dela como pioneira, essa arte alcançou prestígio, visibilidade e valor econômico que leva bem-estar e dignidade aos artistas e suas comunidades. Pode-se dizer que Alagoas é hoje reconhecida como uma estrela cultural e artística de primeira grandeza mundial. Devotada integralmente a causa de dar visibilidade, rosto e voz aos atores que fazem a nossa mais verdadeira e numerosa arte, descuidou-se de fazer o mesmo para a promoção da sua obra pictórica. Reconhecida aqui no Brasil e no exterior como formadora de uma das maiores coleções de arte popular alagoana e nordestina, foi preciso ser reconhecida e premiada por suas pinturas na França, Suíça, Espanha, Bulgária e Romênia, Rio de Janeiro e São Paulo, para ser reconhecida em sua terra pela beleza, originalidade e expressão de suas telas que falam por explosão de cores e palavras. A arte de Tania não é abstrata. É engajada e manifesta o que pensa por meio dos seus ‘pincéis amorosos’, como ela costuma dizer. Ela é uma cronista da vida real. Sua pintura clama por justiça e caridade aos mais pobres e vulneráveis. Descreve a religiosidade cultura e a arte populares. Homenageia desde os primórdios os hoje mestres como Sil e João das Alagoas, Mané da Marinheira, Dona Irinéia e seu Fernando da Ilha do Ferro. E dá visibilidade a arte anônima representada pelos ex-votos. O sonho da vida dela está escrito em suas telas. Seu desejo maior era garantir a permanência da coleção em Alagoas. Queria ver tudo isso numa Casa do Imaginário, cujo sonho dificilmente verá concretizado ainda em vida.”
ENTREVISTA
JB- Quando e como se sentiu artista?
TP- Quando amigos e pessoas como você, que me inspiraram também reconheceram que fiz uma arte de grande força, a arte naif (popular), é a mais importante, porque vem do povo. Minha vida cultural no Rio de Janeiro despertou minha vocação. Apoiei os artistas populares e a mim própria a desenvolver a arte naif, cujo meu mentor maior para a pintura foi o pintor alagoano Lula Nogueira, meu querido amigo. Eu amo a cultura popular. Minha coleção está parcialmente em Jaraguá no Iphan Alagoas; outra parte está comigo. Na Europa, eles gostam muito da arte tipo Matisse, Miró e Picasso, mas também dos artistas populares, mas não há museus de arte popular genuína; ficam apaixonados quando vêm aqui. Minha coleção está aguardando um lugar definitivo. E já apelei para o Governo do Estado para que esse acervo não saia de Alagoas, mas não tenho acesso.
JB- Dos seus prêmios, qual o que considera mais relevante?
TP- Os dos centros mais importantes são os que mais me envaidecem como os que recebi em alguns países da Europa, especialmente França e Suíça; porém, os que mais me orgulham são aqueles vindos do povo, como o de Cidadã Honorária de Capela, AL, concedido este ano pela Câmara de Vereadores daquela cidade. Envaideço-me principalmente com os de Alagoas. Sinto-me com mais cartaz, quando são sobretudo títulos e condecorações de Alagoas. O de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Alagoas, esse foi prá me impactar, no ano passado, porque sou bacharela em Direito pela Ufal.
JB- Você fugiu à arte canônica de Portinari, Dali, Picasso e Matisse. Você é iconoclasta inata ou rebelde nascida feita?
TP- Não sou nada disso. Sou uma exótica cristã, uma humanista cristã. Você sabe que eu e meu marido apoiamos muitos comunistas perseguidos. Muitos passaram escondidos lá em casa. Mas o comunista era o meu marido. Sempre vivi pendurada num terço, rezando a vida inteira, até hoje. Mais ainda agora que vislumbro o ocaso e rogo à Nossa Senhora proteção para minhas gerações de filhos, netos, bisnetos e até um trineto, o pequeno Lucas.
JB- A província ou represa ou mata. Da sua arte qual testemunho etnográfico considera ter deixado na província?
TP- As pessoas que represento em minha arte são a imensa maioria da nossa população mais carente. São pessoas muito humildes, que muitas vezes, a luta perene é por um prato de comida. Não passar fome é a preocupação principal. Alagoas embebida de paisagens esfuziantes e belas das nossas praias, tem dados alarmantes de desigualdade social. 70% da nossa população tem renda mensal de até um salário-mínimo. Escândalo!
Mas essas pessoas não têm fome de pão, têm fome também de beleza, para usar uma expressão do Frei Betto. Então, que graça teria eu sair pintando ricos? Pinto os mais necessitados, as pessoas encantadas e encantadoras. Meu filho Sergio costuma dizer: minha mãe não pinta em abstrato. Ela escreve e descreve com seus pincéis a dura realidade do povo nordestino e seu imaginário.
JB- Por que apenas anos depois do seu engajamento no naif fez sua primeira exposição em Alagoas?
TP- Eu tinha medo de não ser levada em consideração no âmago como séria e não uma burguesa amadora brincando de amar a arte popular. Toda minha produção era escondida, não mostrava a ninguém; eu pintava prá mim; até que hospedo aqui um dos maiores pintores alemães amigo de minhas amigas. E ele, espontaneamente, futuca a produção que estava no limbo e emite elogios desmedidos. Foi o que faltava para expor toda minha produção e tratei de participar de convenções, exposições, congressos e paulatinamente fui sendo reconhecida e premiada.
JB- Por que seu alumbramento só aconteceu na Suíça rica?
TP- Graças a Deus. Foi um lugar onde me senti mais feliz. A Suíça é menos rígida que a Holanda. Cheguei lá através de dona Olga, embaixadora, vizinha e amiga de minha tia.
Antes, só ficava pela Argentina, Uruguai. Eu adorava a Argentina, tem museus bons. Uma música muito bonita. Eu dançava tango. Sempre gostei de dançar.
JB- Tania, Lou Salomé rebelde, inquieta e livre como você, foi a primeira mulher a fazer um curso superior na Europa, em Zurique. A única Universidade que admitia mulheres como alunas. Só o conseguiu porque tinha um pai que cultivou seus horizontes. Sr. Paulo, dos primeiros ecologistas por estas bandas também fez o mesmo com você?
TP- Não, só cuidava do meio-ambiente e da recuperação das lagoas, sobretudo Mundaú e Manguaba. Mamãe, sim, essa me indicou tudo. Ah! Que saudade dela nessa hora João Batista! Pausa emocionante....
JB- Tania, altiva, inteligente e ciosa da sua liberdade e autonomia, por acaso leu ‘O segundo sexo’ de Simone de Beauvoir?
TP- Li Simone, não esse livro especificamente. Simone era inteligente demais prá ficar fora do meu escopo de leitura e excluídas pequenos senões, ela estava à frente anos sem fim.
JB- Em Alagoas, duas coisas não faltam nunca: miséria e brisa (Lêdo Ivo). O sarcasmo de Lêdo estava no poeta ou na pessoa?
TP- Na pessoa dele. Comigo, tirava brincadeiras, mas não exacerbava, mas não te conto: - fomos a Teresópolis, eu e Marina Baird Buarque de Holanda, viúva de Aurélio, amiga também de Lêdo e da mulher Lêda. Marina, foi uma irmã prá mim. Então, telefona o caseiro do Lêdo: “nasceu a bezerra da vaca dr. Lêdo. Qual o nome que devo botar? – Tania!!!.
- O quê, respondi incontinente! Minha gata vai ter uma ninhada na próxima semana e o primeiro gato que nascer se chama LÊDO!
Mas a conversa era muito agradável. Aurélio e Marina, Ledo e Lêda, e outros mais, para minha tristeza, perdi esses amigos e minha floresta virou uma capoeira de amigos.
JB- Tania fala do homem que colecionava palavras como colecionava conchas em Passo de Camaragibe: Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.
TP- Mestre Aurélio, assim o chamávamos. Certa vez, nos ameaçou de fazer um BO (boletim de ocorrência), porque eu e Marina, ficamos conversando sem incluí-lo na conversa. Era um bonachão. Eu vivia entre Rio de Janeiro e Maceió, e viajando, viajando pelo mundo, então um dia me acusou: - você é uma diletante! Vive pelo mundo sem um objetivo de vida. Esse socavão, me fez mergulhar em toda essa carreira de artista naif de forma apaixonada e objetiva.
JB- Não há como chegar a Mozart sem passar pela banda de pífanos e do esquenta mulher do zabumba. Tania você tem Henri Rousseau em casa, Apollinaire ou Picasso e Dali?
Não. Comprei uma serigravura de Picasso na Itália para presentear uma pessoa. Fui recomendada, prá não pagar o olho da cara, ser ludibriada.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



